6 passos para fazer seu 1º currículo e 6 modelos de graça para baixar

De um arquivo em branco até o documento que pode abrir portas para você no mercado de trabalho, existem alguns passos básicos que não podem ser ignorados.

E Patrícia Beltran, especialista de RH do Vagas.com, uma das plataformas preferidas dos brasileiros para encontrar oportunidades, conversou com a EXAME para resumir esse passo a passo de um bom currículo no início da carreira.

Antes de mais nada, ela tem uma recomendação do que não fazer: mentir. “Nunca minta no currículo, você pode ser pego e passar vergonha depois”, diz. Em muitos casos, a mentira pode resultar na exclusão de um processo e prejudicar sua reputação.

6 passos práticas para escrever um bom currículo

  1. Cuidado com o cadastro: muitas plataformas pedem logo no começo do cadastro pelo RG, CPF e número do PIS. Segundo a especialista, as informações vão ser utilizadas mais para frente no processo de seleção e é comum que algumas plataformas façam o pedido. É bom ter os dados na mão e tomar cuidado com a plataforma que está usando. Além desses, todo CV tem os seus dados pessoais, o basico é incluir nome, endereço, telefone e e-mail. Hoje, é comum incluir o link do perfil no LinkedIn.
  2. Cursos e formação: são os dados essenciais do CV, com seu histórico de últimos cursos, como ensino médio, técnico ou superior. É importante pensar em todas as habilidades que pode trazer, especialmente em posições iniciais da carreira, com cursos extracurriculares, certificados de línguas e competências como Excel. Atenção para colocar as datas de início e conclusão corretas.
  3. Experiências: se tiver experiência na carreira, é importante colocar. Também vale colocar trabalhos voluntários realizados e outros projetos relevantes. Uma ação que mostra habilidades socioemocionais, como liderança e trabalho em equipe, ajudam a reforçar o currículo. Nesse ponto, vale fazer uma descrição breve que mostre a relevância dessas experiências para seu desenvolvimento profissional.
  4. Palavras-chave: não existe um grupo específico de palavras que vão garantir uma vaga, pois elas mudam de acordo com cada vaga e área. No entanto, a especialista recomenda ler diversas descrições de vaga com atenção para entender o padrão que seguem. Entre os requisitos, procure aqueles que se relacionam com suas habilidades. Essas serão as suas palavras-chave e você deve adicioná-las no seu CV, especialmente nas descrições, em suas habilidades e no histórico de cursos.
  5. Revisão, revisão, revisão: “Não pode cometer erros de português e de digitação”, alerta a RH. Ela recomenda revisar mais de uma vez o documento e ainda pedir para um colega, parente ou professor fazer outra leitura. Um dos erros mais comuns é fatal: os dados de contato! Quando isso acontece, a pessoa perde a chance por não ter jeito de ligar ou mandar um e-mail. Beltran aconselha manter um lembrete com os dados perto do computador e não fazer candidaturas quando estiver cansado.
  6. Formatação: No caso do currículo, simples é sempre mais. Quanto mais objetivo e mais limpo, melhor. “O RH tem um olhar aguçado para encontrar as palavras-chave que quer. Sei onde olhar e não demoro mais do que um minuto na primeira leitura do CV”, recomenda ela. E é bom que o documento não seja muito longo: duas páginas é o ideal.

A super dica do Vagas.com

Segundo Beltran, os recrutadores e RHs estão muito acostumados a receber candidatos do Vagas.com e a ler o currículo deles. No site, quem preenche suas informações pode gerar um arquivo com um formato simples de CV.

“Você pode reunir suas informações no arquivo de texto, preenchê-las no site do Vagas e pedir para imprimir o modelo. Nessa hora, é só escolher a opção de salvar no Word, que pode ser editada depois. Isso facilita o processo e nem precisa fazer o layout”, explica ela.

Alinhado com as novidades na área de gestão de pessoas, o site também possui uma nova ferramenta de declaração racial.

Com a novidade, mais de 200 mil candidatos já indicaram se são brancos, pretos, pardos ou indígenas. Assim, as empresas que quiserem aumentar a diversidade dentro de seus processos possuem uma visibilidade maior de que candidatos estão trazendo para as etapas de seleção.

Do lado das empresas, eles precisam assinar um compromisso de que usarão a informação para a inclusão e em ações afirmativas. Segundo Renan Batistela, integrante do comitê de Diversidade e Inclusão da VAGAS.com, 12 empresas já assinaram o documento e mais nove estão no processo de aprovação.

A medida toma um caminho contrário à tendência do currículo às cegas, uma proposta para avaliar os candidatos por suas habilidades e desconsiderando seus dados pessoais.

“No final, no processo às cegas você fecha os olhos para uma realidade. E é necessário abrir os olhos para que realmente possam fazer ações afirmativas. Se um grupo tem um histórico de exclusão e você quer trazê-los para dentro da empresa, o processo às cegas é apenas paliativo”, comenta ele.

E a especialista de RH reforça que é necessário um posicionamento consciente das empresas para não alimentar o viés que existe nos processos. “A mudança tem que começar no RH para minimizar o viés”, defende ela.

6 modelos de currículo para baixar

  1. Estudante
    Por que usar este modelo? O formato é indicado para candidatos a estágio e/ou primeiro emprego. A recomendação é de Lucas Nogueira, gerente senior da Robert Half. Aqui, todo o destaque vai para a formação acadêmica – o elemento que mais interessa aos recrutadores de estudantes ou profissionais em sua primeira aventura no mercado de trabalho.Faça o download do modelo da Robert Half
  2. Estagiário
    Por que usar este modelo? Esta é outra boa opção para quem está começando sua trajetória profissional. Segundo Telma Mantovani, diretora de transição de carreira da STATO, o diferencial deste modelo é o destaque para área de interesse, formação e idiomas. “No campo de informações adicionais pode constar trabalho voluntário, uma possível porta de entrada para empresas que tenham uma área de responsabilidade social forte”, diz Telma.Faça o download do modelo da STATO
  3. Trainee
    Por que usar este modelo? No campo resumo das qualificações há espaço para falar sobre as aptidões e as habilidades adquiridas e adequadas à área de interesse. Graduação e vivências internacionais podem justificar as competências, além de experiências profissionais. “É neste campo que o profissional vai vender o seu peixe e explicar por que deve ser contratado para o cargo”, diz Larissa Meiglin, assessora de carreira da Catho.Muitas vezes o trainee já tem alguma experiência. “Pode não ser relacionada à área, mas mesmo assim é um diferencial”, diz Larissa.No campo experiência profissional vale colocar experiência em empresa júnior e trabalhos informais, desde que haja um contato para referências. Erros comuns, segundo a especialista, ocorrem na especificação do nível de proficiência, que deve ser ancorada em testes formais e também no campo de vivência internacional. “Muitas pessoas querem contar toda a história da experiência no exterior. O ideal é apenas mencionar brevemente a escola ou a empresa, o país, o período e deixar para conversar na entrevista”, diz.

    Faça o download do modelo da Catho

  4. Estagiário ou trainee
    Por que usar este modelo? Para apostar na objetividade. Enxuto, este modelo dá mais destaque à formação acadêmica e ao domínio de idiomas, posicionados à frente do campo de experiência profissional. Para trainees há a possibilidade de destacar cursos de pós-graduação e especializações realizadas. Também há espaço para valorizar atividades extracurriculares como trabalho voluntário, organização de eventos na universidade, cursos e participação em workshops.Faça o download do modelo da Cia de Talentos
  5. Posições iniciais
    Por que usar este modelo? Se você está começando a sua trajetória profissional, esta disposição das informações é a mais indicada para você, segundo Francis Nakada, consultor da Produtive. Isso porque o modelo ajuda a explorar estágios, intercâmbios, cursos complementares, eventos e palestras – tudo que possa já indicar uma possível área de interesse do jovem candidato. Informações adicionais, como trabalhos voluntários, também têm espaço garantido neste template. É importante: os recrutadores costumam usar esses dados para verificar se o perfil do jovem profissional está alinhado à cultura da empresa.Faça o download do modelo da Produtive
  6. Posições iniciais 2
    Por que usar este modelo? Assim como o anterior, este formato é ideal para quem ainda não conta com uma trajetória muito extensa. A configuração é ideal para jovens profissionais porque facilita a visualização das habilidades técnicas e comportamentais, o grande recurso do candidato nesse nível. A recomendação é de Lucas Nogueira, gerente sênior da Robert Half.Faça o download do modelo da Robert Half

Com Agências

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