Advogado antifeminista é principal suspeito de matar filho de juíza nos EUA


Vestido como funcionário de entregadora, homem atirou no coração do filho de 20 anos da juíza Esther Salas quando ele atendeu a porta da casa, e também feriu o marido. Advogado Roy Den Hollander cometeu suicídio a 100km do local do crime. A casa da juíza Esther Salas, em Nova Jersey, onde seu filho foi morto e seu marido ferido, após um homem vestido como entregador atirar em ambos na véspera, em foto de segunda-feira (20)

Um advogado antifeminista encontrado morto nesta segunda-feira (19) é o principal suspeito de ter matado o filho de uma juíza federal de origem hispânica em Nova Jersey e de ter baleado o marido dela, informaram autoridades.
O FBI identificou o advogado Roy Den Hollander como principal suspeito do tiroteio, ocorrido na tarde de domingo na residência da juíza Esther Salas em North Brunswick, Nova Jersey, informou a promotoria de Nova Jersey. “Den Hollander morreu. A investigação continua.”
Segundo fontes policiais citadas pela imprensa local, Den Hollander suicidou-se. Ele foi encontrado morto em casa, no estado de Nova York, a cerca de 100 km do local do crime. A polícia estadual não comentou a informação.
O filho da juíza, Daniel Anderl, estudante universitário de 20 anos, atendeu a porta de casa às 17h de ontem e levou um tiro no coração de um homem encapuzado vestido como se fosse funcionário da FedEx, informou o prefeito de North Brunswick, Francis Womack, amigo de Esther Salas.
O marido da juíza, Mark Anderl, 63, advogado renomado, foi baleado e está internado em estado crítico, após passar por uma cirurgia, disse o prefeito. A juíza, 51, de origem cubana, estava em casa, mas não foi ferida, informou a imprensa local.
Em seu site, Den Hollander se descreve como “um advogado antifeminista” e convoca os homens a “lutarem pelos seus direitos antes que os percam”. Nos últimos anos, ele processou casas noturnas por oferecerem desconto apenas para as mulheres e a Universidade de Columbia por oferecer cursos sobre estudos femininos, segundo o jornal “New York Times”.
O procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, enviou condolências à juíza e à sua família e disse que mobilizou “os recursos totais do FBI” para investigar o crime.
Descendente de cubanos, Esther Salas foi a primeira juíza federal latino-americana do estado de Nova Jersey, nomeada juíza distrital em Newark pelo então presidente americano, Barack Obama, em 2010.
Na última quinta-feira, Esther foi designada para conduzir a ação coletiva contra o Deutsche Bank movida por investidores que compraram ações do banco entre 2017 e 2020. Segundo a ação, a instituição não monitorou o suficiente clientes considerados de alto risco. Entre eles, o falecido financista Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual de menores. Epstein se suicidou na prisão há um ano.
Esther Salas condenou Teresa Giudice, uma das protagonistas da série de televisão “Real Housewives of New Jersey”, a um ano de prisão por fraude, e seu marido, Giuseppe Giudice, a 41 meses de prisão. Em 2018, ela condenou o líder de gangue Farad Roland, do cartel South Side, de Newark, Nova Jersey, a 45 anos de prisão.

Com Agências

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