A retomada da construção torna-se evidente

Notas & Informações, O Estado de S. Paulo

04 de setembro de 2020 | 03h00

Os números do mercado imobiliário de São Paulo apurados pelo sindicato da habitação (Secovi-SP) afastam dúvidas quanto à intensidade da recuperação do setor. Julho marcou o recorde histórico para o mês de vendas de imóveis novos, surpreendendo os especialistas. A maioria dos dados melhorou, inclusive em relação a 2019, quando o mercado crescia com firmeza. No mais importante mercado de imóveis do País, os efeitos da pandemia do novo coronavírus ficam para trás, confirmando outras avaliações promissoras sobre esse segmento tão relevante para o investimento, o emprego e a renda das famílias.

Segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP, 4.341 unidades residenciais novas foram comercializadas na cidade de São Paulo em julho. Esse resultado superou em 45,5% o de junho e em 21,1% o de julho de 2019. Em 12 meses, foram vendidas 47.237 unidades, alta de 19,3% comparativamente aos 12 meses anteriores, quando foram negociadas 39.611 unidades.

Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) divulgados pelo Secovi-SP dão conta de que 2.614 unidades residenciais foram lançadas em São Paulo em julho, com alta de 29,7% em relação a junho, mas queda de 37,5% comparativamente a julho de 2019. Em 12 meses, os lançamentos na capital somaram 53.171 unidades, superando em 6,2% as 50.080 unidades lançadas nos 12 meses anteriores.

Predominaram as vendas de imóveis econômicos, mas as moradias de maior valor, destinadas à classe média alta, registraram maior velocidade de vendas. Esse fato está ligado ao aumento forte do crédito oferecido pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

A oferta de imóveis na planta, em construção e prontos caiu entre junho e julho, embora ainda seja superior à de julho de 2019. O estoque deve ser observado por compradores potenciais, pois os preços tendem a subir em caso de queda da oferta.

A recuperação do mercado paulistano se mostra mais rápida que a de outras regiões do País, embora também estas mostrem sinais melhores, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

Há expectativas promissoras quanto à recuperação da construção civil, ajudando a retomada da atividade econômica como um todo.

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