A posição do País no comércio internacional

O comércio global perdeu força no ano passado e será ainda mais fraco neste ano, segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC). Entre os segundos trimestres de 2019 e de 2020, segundo as últimas estimativas da entidade, a queda do comércio internacional global em decorrência do impacto da crise do novo coronavírus sobre a economia deverá atingir 18,5% – depois da queda estimada em 3% no primeiro trimestre. Os números relativos às exportações brasileiras sugerem que a posição brasileira ficou levemente melhor, mas o mesmo raciocínio não se aplica às importações pelo País, que desde março vêm registrando diminuição mais intensa na comparação com 2019.

O impacto da crise sanitária tende a ser menos agudo do que a OMC chegou a prever em abril: queda de 32% no comércio global entre 2019 e 2020. Seria um recuo da ordem de US$ 6 trilhões, levando em conta que o comércio global de 2019 foi de cerca de US$ 20 trilhões.

As medidas de política econômica anunciadas por diferentes governos permitem amortecer a crise, observa agora a OMC. No primeiro trimestre, o recuo do comércio global foi estimado pela OMC em 3%. “Atualmente, o comércio só precisa crescer 2,5% por trimestre no restante do ano para atender à projeção otimista de abril, de contração de 13%”, informa a organização multilateral. O cenário só seria mais adverso se ocorresse uma segunda onda de infecções. Como notou o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, “a queda no comércio que estamos vendo agora é historicamente grande, mas poderia ter sido muito maior”.

Com a exceção de janeiro, o comportamento do comércio exterior brasileiro no primeiro semestre de 2020 não pode ser visto como muito negativo. As exportações de US$ 96,7 bilhões até 21 de junho caíram 5,7% em relação a igual período de 2019, enquanto a corrente de comércio (soma de exportações e importações) recuou 4,6%, para US$ 173,1 bilhões. O Brasil tem sofrido menos graças à demanda global de produtos básicos, a começar de grãos e carne.

Entre os itens que mais afetaram, para pior, o comércio global está o petróleo, pois caíram as cotações e a demanda dessa commodity. Mas o Brasil continuou elevando as exportações de óleo bruto, o que ajudou a gerar superávit na balança comercial.

COM AGÊNCIAS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.