À espera de maior valorização, ramo do transporte registra alta demanda

Mesmo com a pandemia, transporte rodoviário apresenta alta procura. Foto: Arquivo/O RegionalMesmo diante das dificuldades impostas e dos perigos no dia a dia, os trabalhadores do transporte rodoviário prosseguem na luta pelo reconhecimento e por melhores condições de trabalho. Neste sábado, data em que é comemorado o Dia do Motorista, profissionais ligados ao ramo destacam o momento vivido pela categoria.

Dando suporte a 34 cooperativas de transporte em todo o Paraná, o Sistema Ocepar abrange uma frota de 3.300 caminhões. “Este é um segmento muito forte, que no ano passado girou mais de R$ 350 milhões na economia do Estado”, detalha o analista técnico da entidade, Jessé Aquino Rodrigues. Neste ano, apesar da pandemia, as atividades continuaram em alta. “Tivemos períodos mais delicados, no entanto, o transporte de cargas se manteve aquecido em virtude das exportações, principalmente, do agronegócio. O que faltou foram linhas de crédito para as cooperativas de transporte, haja visto que muitas empresas ampliaram o prazo para pagamento”, relata.

Apesar da grande demanda, a Ocepar avalia que muitas mudanças ainda precisam ser ajustadas para que o motorista autônomo tenha maior rentabilidade. “A margem de lucro do frete ainda é muito apertada. Por isso, é importante o cooperativismo para ganhar competitividade com empresas grandes, onde é possível adquirir combustível, peças e demais itens por um melhor preço”, ressalta Rodrigues, enaltecendo a relevância da categoria. “Depois das manifestações que pararam o Brasil, ninguém mais tem dúvidas do quão importante é o motorista. Agora com a pandemia, foi gratificante ver gestos de solidariedade, com pessoas distribuindo marmitas de forma gratuita nas beiras de rodovias”, destaca.

Para o gerente da Cooperativa dos Transportadores de Carga do Suleste Paranaense (Cooperleste), Wilson Fragoso, o momento atual tem sido positivo perante os meses anteriores. “Em abril, muitas indústrias interromperam as atividades e o nosso faturamento caiu para 38%. Em maio, este índice chegou a 80% e se normalizou em junho. Neste mês, estamos trabalhando acima do que era esperado e isso é muito importante para garantir a renda dos cooperados e suas famílias”, enfatiza.

Em busca de melhores condições e valorização, a classe dos motoristas acompanha a implantação de um novo modelo de gestão do pedágio no Paraná. “Este é um ponto importante, que certamente dará maior competitividade ao Estado, fomentando a indústria e o transporte de cargas”, salienta Fragoso.

Acompanhando de forma próxima toda a luta dos motoristas, O Regional destaca o esforço dos profissionais da estrada, enaltecendo o respeito que a classe merece e o seu significativo papel na sociedade.

Com Agências