A empresária e estrela de reality show, Kim Kardashian

Kim Kardashian, personalidade que tem um dos maiores números de seguidores no Instagram em todo o mundo, anunciou nesta terça-feira (15) que vai se juntar a outros perfis de alta visibilidade para protestar contra a empresa dona do Instagram, o Facebook, e a maneira com que tem lidado com informações falsas e discurso de ódio.

Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence, Orlando Bloom, Kerry Washington e Sacha Baron Cohen estão entre outros que também participarão do protesto, previsto para esta quarta (16).

“Eu amo que posso me conectar diretamente com vocês pelo Instagram e Facebook, mas não posso ficar sentada e calada enquanto essas plataformas continuam a permitir a difusão de ódio, propaganda e informações falsas”, disse ela em uma publicação em várias redes sociais nesta terça.

A empresária e estrela de reality show, Kim Kardashian

A empresária e estrela de reality show, Kim Kardashian

Foto: Mario Anzuoni/Reuters (18.jan.2019)

Ela acrescentou, “informações falsas compartilhadas nas redes sociais têm um impacto sério nas nossas eleições e prejudica a nossa democracia. Por favor, juntem-se a mim amanhã quando estarei ‘congelando’ minha conta no Instagram e no FB para dizer ao Facebook para #ParardeLucrarComOÓdio”.

As ações da empresa desaceleraram os ganhos após Kim Kardashian West tuitar que estaria “congelando” suas contas do Instagram e do Facebook.

A ação do Facebook chegou a US$ 269,55 (R$ 1.419) após a declaração, depois de ter subido cerca de 3% mais cedo. Depois, o papel recuperou espaço e mostrava alta de mais de 2% no fechamento preliminar.

A coalizão de grupos de direitos civis que organizou o boicote de propagandas no Facebook em julho disse na segunda (14) que estava pedindo a empresas e celebridades para pararem de publicar no Instagram por um dia na quarta-feira.

O motivo é protestar contra a atitude do Facebook em relação a conteúdos de ódio na plataforma e chamar a atenção da companhia para que deixe de permitir que políticos mintam em anúncios eleitorais.

Os organizadores, que incluem grupos importantes dos EUA, como ADL e NAACP, apontou a falha do Facebook em não suspender uma página de um grupo miliciano de Kenosha como uma das razões para protestar.

Questionado sobre o anúncio da Kardashian, um porta-voz do Facebook se recusou a comentar.

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