Família reconhece corpo de morador de rua espancado até a morte em Vila Velha, ES


A vítima é Wallace Rufino Brumana, de 31 anos, que trabalhava como flanelinha nas ruas da cidade canela-verde. Familiares identificaram o corpo do homem que foi morto com socos e chutes na madrugada desta sexta-feira (19) no bairro Coqueiral de Itaparica, em Vila Velha. A vítima é Wallace Rufino Brumana, de 31 anos, que era morador de rua e trabalhava como flanelinha. Familiares estiveram no Departamento Médico Legal (DML) de Vitória para fazer o reconhecimento visual.
A irmã da vítima, Elizangela Rufino Brumana, de 40 anos, contou que não entendia o motivo do irmão morar nas ruas, mas disse que sempre respeitou a decisão dele. Wallace deixa dois filhos, um de 13 e outro de 14 anos.
“O Wallace era tranquilo com a gente, teve família, mas optou viver assim, na rua. Mas, mesmo depois que decidiu viver nessa vida, nunca dava problema para a gente. Se tinha problema ele resolvia por lá e nem ficávamos sabendo. Nunca tive relatos de que ele fizesse mal a alguém. O que sei é que ele trabalhava como flanelinha nas ruas e sempre ligava para nós dizendo que estava bem, que estava tudo tranquilo”, revelou.
Wallace foi espancado até a morte em Vila Velha
Reprodução/TV Gazeta
Elizangela ainda tenta entender o que teria motivado a morte do irmão. Segundo ela, independente do que possa ter ocorrido, nada justifica tanta violência por parte do agressor. “Nada justifica tamanha violência. Nem um cachorro merece o que ele passou ali. Ele estava muito machucado, muito”, lamentou.
A família agora espera que o suspeito responsável pelo crime seja punido. A polícia informou que o autor dos golpes que matou Wallace é o porteiro Paulo Roberto Gratz, de 30 anos.
“Não desejo nada de mal para quem fez isso com meu irmão, mas espero que seja feito justiça. Diante do que meu irmão passou, peço que as autoridades tomem providências. Meu irmão não mereceu o que passou”, concluiu.
Paulo é acusado de ter agredido o morador de rua
Reprodução/TV Gazeta
Agressor se defende
Detido, Paulo Roberto Gratz explicou por que agrediu o morador. “Estava todo mundo bêbado. Eu nem bati de mão fechada no cara, eu dei tapa no cara, ele infartou. Não foi culpa minha”, disse.
Paulo Roberto declarou ainda que estava bêbado e que deu “apenas tapas na vítima”.
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