93% dos pedidos de retorno feitos em Portugal são de brasileiros

A quase totalidade (93%) dos pedidos de retorno voluntário feitos à Organização Internacional para as Migrações (OIM) em Portugal é de brasileiros. Os dados são referentes ao 1º semestre de 2020 e mostram 1 aumento de 32% nos pedidos face ao mesmo período de 2019.

A OIM recebeu, no total, 322 pedidos de janeiro a junho de 2019 e 472 no mesmo período de 2020.

Responsável pela OIM em Portugal, Luís Carrasquinho forneceu e explicou os números ao jornal Público. Ele ressaltou que a principal causa dos pedidos de volta feitos pelos brasileiros é a crise provocada pelo novo coronavírus, que “acabou por acentuar a situação econômica precária” dos imigrantes. “Muitos estão trabalhando no setor informal e acabam mais rapidamente por entrar numa situação de dificuldade e pedir apoio.”

Segundo o relatório de 2019 do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal (SEF), a comunidade brasileira é a maior no país. Do total de mais de 590 mil estrangeiros com titulo de residência, 25,6% são de cidadãos do Brasil. Esse número não inclui os imigrantes em situação ilegal ou os brasileiros com nacionalidade portuguesa (ou de outro país da União Europeia).

Portugal fechou as fronteiras em março, mas continuou permitindo voos de repatriamento. Carrasquinho explica que a OIM realizou, de maio a junho, de 25 a 30 embarques por mês. Como os pedidos podem levar até dois meses para serem avaliados e aprovados, os repatriamentos pedidos no 1º semestre vão continuar.

A OIM, em parceria com o governo português, é responsável pelo Programa de Apoio ao Retorno Voluntário e à Reintegração, que presta auxílio logístico e financeiro para quem quer voltar ao país de origem.

COM AGÊNCIAS

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