Quarenta dias depois, consumidores ainda não se livraram da geosmina na água da Cedae

RIO — Quarenta dias depois do choque de “receber” em casa a geosmina, moradores da Região Metropolitana ainda não conseguiram se livrar desse “visitante” indesejado que tem deixado a água com gosto e cheiro de terra. Apesar de a Cedae garantir que testes apontam a qualidade do produto distribuído, basta abrir a torneira para aquele odor desagradável se espalhar pelo copo. A psicóloga Sandra Valéria, que mora há 45 anos na Tijuca, disse que nunca havia passado por uma situação parecida. Ela e a família só usam água mineral desde o início do ano. Até para cozinhar:

— A água ainda sai da bica com um cheiro muito forte de terra. Por isso, nós chegamos a gastar R$ 200 por semana com água mineral. Além do gosto ruim, eu sinto que o cheiro de cloro aumentou muito — contou.

LEIA:Crise da água: presidente da Cedae não responde a perguntas e irrita deputados, que defendem CPI

Já o economista Cláudio Araújo, que também mora no bairro, percebeu que, em seu prédio, a água tem chegado com o cheiro menos intenso. Porém, o gosto de terra continua:

— Eu já tive que comprar garrafa de 1,5 litro por R$ 5. E, lá em casa, um fardo acaba fácil comigo, minha mulher e meus dois filhos. Já estamos há um mês nessa “brincadeira”.

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Com Agências | oglobo


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Quarenta dias depois, consumidores ainda não se livraram da geosmina na água da Cedae

RIO — Quarenta dias depois do choque de “receber” em casa a geosmina, moradores da Região Metropolitana ainda não conseguiram se livrar desse “visitante” indesejado que tem deixado a água com gosto e cheiro de terra. Apesar de a Cedae garantir que testes apontam a qualidade do produto distribuído, basta abrir a torneira para aquele odor desagradável se espalhar pelo copo. A psicóloga Sandra Valéria, que mora há 45 anos na Tijuca, disse que nunca havia passado por uma situação parecida. Ela e a família só usam água mineral desde o início do ano. Até para cozinhar:

— A água ainda sai da bica com um cheiro muito forte de terra. Por isso, nós chegamos a gastar R$ 200 por semana com água mineral. Além do gosto ruim, eu sinto que o cheiro de cloro aumentou muito — contou.

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Já o economista Cláudio Araújo, que também mora no bairro, percebeu que, em seu prédio, a água tem chegado com o cheiro menos intenso. Porém, o gosto de terra continua:

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