Bob Burnquist mistura skate e NFTs

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O atleta brasileiro Bob Burnquist mistura skate, NFTs e projetos sociais. Em entrevista dada para o Portal do Bitcoin durante o NFT.Rio, o skatista falou mais sobre seus investimentos no mundo da Web3. 

No último mês, o skatista anunciou o projeto CriptoCria, curso gratuito sobre blockchain, criptomoedas e tokens não fungíveis para jovens carentes. O projeto será aplicado no Instituto Skate Cuida que o skatista criou na Ilha de Gigoia, Rio de Janeiro, em 2010. As plataformas ShapeShift, Giveth e Impact também contribuíram no desenvolvimento do projeto. “Lá estamos usando tudo que está surgindo na Web3 para educar e mostrar para as pessoas uma nova forma de transacionar”, explicou Burnquist.

Como Bob Burnquist começou a investir em Web3? 

O skatista começou a investir em criptomoedas em 2017. Seus amigos californianos o convenceram a comprar Bitcoins e, um tempo depois, Burnquist conseguiu revendê-las por dez vezes o preço pago. “Então meu primeiro contato foi mais uma relação de investimento e venda. Eu não tinha entendido o bitcoin ainda”, comentou o atleta em entrevista ao Portal do Bitcoin. 

“Mas quando começou a aparecer os NFTs na arte e eu comecei a entender o que seria blockchain, aí eu vi que tinha um porquê de prestar mais atenção e talvez montar um projeto nesse estilo.” Posteriormente, o skatista lançou sua própria coleção de NFTs, a “Burnquist Gold”. A coleção contou com 1.618 itens inspirados pela proporção áurea, a chamada “proporção divina” da matemática. Os tokens eram baseados no blockchain da Tezos (XTZ) e estavam disponíveis no marketplace brasileiro Hic et Nun.

Além do valor estético, o atleta explicou que “os NFTs funcionam como uma moeda de acesso que eu vou construindo um monte de benefícios em cima. Então até hoje eu estou construindo essa coleção.” Inclusive, no evento em que ele deu a entrevista, ele anunciou que cinco detentores dos NFTs iriam ganhar ingressos. O skatista também lançou outra coleção em formato de cards colecionáveis em NFT para os usuários que já haviam comprado da Burnquist Gold.

Em sua entrevista, o atleta destacou como as coleções NFT ajudam a criar uma conexão com os fãs, não sendo apenas um investimento financeiro. Ele já vendeu tokens com preços mais acessíveis, como cinco dólares.  

Bob Burnquist também se tornou embaixador do “PowerJags”, uma coleção de NFTs da ONG AMPARA SILVESTRE. A onça pintada serviu de inspiração para as criptoartes dos tokens. 40% dos lucros se destinariam a preservação do animal. 

Participação em evento sobre NFTs

No final do mês passado, no dia 30 de julho, o atleta participou de um painel no NFT.Rio, primeiro grande evento de exposição de NFTs no Brasil. O painel se chamava “A próxima jogada: esportes e NFTs”. Além de Burnquist, também participavam Felipe Ribbe, diretor da plataforma Socios no Brasil, e Felipe Baracchini, do Surf Junkie Club.

Bob Burnquist tornou-se uma certa referência no universo da Web3. “Acaba que por fazer collab, as pessoas me mandam NFTs. Querem saber o que eu acho do projeto deles e me convidam para fazer parte dos produtos, como o pessoal da Toxic Skulls Club (TSC) que eu vi que tem uma comunidade forte. Agora temos esse projeto com a Reserva. Então é tudo oportunidade”, comentou o atleta.