Amazonas é 5º estado que mais recebeu refugiados venezuelanos em interiorização








Primeiros imigrantes do processo de interiorização chegaram em Manaus em maio do ano passado. Venezuelanos desembarcam em Manaus

Patrick Marques/G1

O Amazonas é o quinto estado que recebeu o maior número de venezuelanos no processo de interiorização dos imigrantes, realizado pelo Governo Federal. Ao todo, foram 503 venezuelanos que passaram pelo processo na capital amazonense.

A onda imigratória iniciou em meados de 2017, quando venezuelanos começaram a chegar na cidade e acampar na rodoviária da capital. Com a demanda cada vez mais alta, a cidade passou por processos de adaptação para receber os imigrantes, que ficam distribuídos em abrigos voluntários pela capital.

Manaus recebeu os primeiros imigrantes durante a segunda etapa do processo de interiorização do governo, que aconteceu no dia 4 de maio e deslocou 165 imigrantes para capital.

Até fevereiro deste ano, já foram 503 venezuelanos alocados em abrigos que oferecem, além de um lugar para morar, oportunidades de integração e socialização dos refugiados. A Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) informou ao G1 que a pasta possui três espaços de acolhimento dos venezuelanos interiorados. Os abrigos ficam localizados nos bairros Alfredo Nascimento, Coroado e Centro.

Além disso, a Arquidiocese de Manaus possui três pontos de atendimento aos imigrantes, dois deles localizados no Centro da capital, e um na avenida Constantino Nery.

O Amazonas entrou na lista dos 17 estados que receberam refugiados. Ele é o quinto estado que mais recebeu imigrantes durante o processo de interiorização. Confira:

Interiorização de venezuelanos pelo país

No entanto, outras centenas de imigrantes permanecem acampados em uma área próxima a Rodoviária de Manaus. Em dezembro do ano passado, 13 venezuelanos que viviam no acampamento recusaram a proposta de transferência para um abrigo.

Os imigrantes pediam quartos individuais no local, além do recebimento de um aluguel social, segundo a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc). Na ação, somente um deles aceitou a transferência.

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