Zoo de Bauru anuncia nascimento de filhote de bugio-preto

Espécie de macaco é nativa da América do Sul. Parque segue fechado à visitação por conta da pandemia. O filhote de bugio-preto nasceu no último dia 13 de julho, mas por enquanto só poderá ser visto por fotos porque zoo segue fechado na pandemia
Zoológico de Bauru/Divulgação
O Zoológico de Bauru (SP) anunciou nesta segunda-feira (20) o nascimento de um filhote do macaco bugio-preto (Alouatta caraya), uma espécie nativa da América do Sul. O nascimento aconteceu no último dia 13.
O novo morador, porém, ainda não poderá ser visto pelos visitantes porque o parque bauruense está fechado há cerca de quatro meses por conta da pandemia de coronavírus.
Até a reabertura do zoo, ainda sem previsão, os biólogos tentarão descobrir o sexo do novo morador. Isso porque a espécie tem como marca a cor da pelagem: bege para as fêmeas e preta para os machos, mas apenas na fase adulta.
Quando nascem, os filhotes de bugio-preto têm todos pelagem bege, independente do sexo. A cor só muda na idade adulta, quando o animal atinge a maturidade sexual.
A espécie é comum na América do Sul, mas ocorre em abundância no bioma do pantanal: hábitos diurnos
Zoológico de Bauru/Divulgação
Pantanal é sua ‘casa’
O bugio-preto é conhecido também como bugio-do-pantanal por ocorrer em abundância nesse bioma. A espécie pode ser encontrada na Argentina, leste da Bolívia e norte do Uruguai.
No Brasil, sua incidência é comum no cerrado, do Rio Grande do Sul ao Piauí, com presença no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Maranhão, Bahia e Pará.
De hábitos diurnos, o primata passa a maior parte do tempo no alto das árvores, onde procura por frutas e flores para se alimentar.
As fêmeas dão cria a um filhote por vez, entre maio e agosto. A gestação dura em média seis meses.
A espécie ganha a pelagem na cor preta nos machos adultos
Alexandre Sá/TG
Famoso pela vocalização estridente, que utiliza para se defender e demarcar território, o bugio-preto vive até 20 anos.
No entanto, a espécie tem sofrido com a perda de habitat motivada pelo avanço da pecuária e construção de estradas.

Com Agências

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