Witzel sanciona lei que determina criação de polos de atendimento para Covid-19 em favelas

As favelas e comunidades do Rio de Janeiro deverão ganhar polos exclusivos para orientação sobre a Covid-19 e atendimento de casos suspeitos e confirmados. É o que determina um programa criado por lei e já sancionado pelo governador Wilson Witzel. A medida ainda carece de regulamentação do Executivo, mas o projeto base já prevê que os polos sejam instalados em equipamentos públicos, como escolas, em todas as comunidades do estado com mais de 50 mil habitantes.

O polo deverá reunir profissionais de saúde, mas também estimular a participação voluntária de lideranças comunitárias e de moradores, que ajudem a disseminar as orientações e atrair a comunidade para o atendimento. A autora do projeto, deputada Renata Souza (PSol), explica que é necessário um programa exclusivo para esses territórios, que considere as características específicas como alta densidade populacional e precariedade das condições de habitação e saneamento.

O programa prevê que os polos façam também a testagem de pessoas com suspeita da doença, incluindo com a busca ativa desses casos suspeitos, a partir de informações repassadas pelas lideranças ou outros moradores. Além disso, os profissionais deverão realizar o acompanhamento domiciliar de pacientes em tratamento.

De acordo com o Painel Unificador Covid-19 nas Favelas, os casos nesses locais já passam de 5,4 mil em todo o estado, com mais de 750 óbitos confirmados. A comunidade com maior número de casos é o Complexo da Maré, na Zona Norte da Capital, com cerca de 1,4 mil.

Com Agências

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