Volta às aulas: prefeituras de cidades da Zona da Mata e Vertentes falam sobre retorno presencial após anúncio do governo de MG


Liberação vale para o ensino superior das cidades que estão na Onda Amarela e para a educação básica para os municípios da Onda Verde. Espaçamento de 1,5 metro entre cadeiras nas salas de aulas
Reprodução/TV Globo
Após a decisão anunciada pelo Governo de Minas nesta quarta-feira (23) sobre o retorno das aulas presenciais do ensino superior e da educação básica, as principais cidades da Zona da Mata e Campo das Vertentes ainda não possuem definição sobre o retorno.
O G1 entrou em contato com as prefeituras de Juiz de Fora, Muriaé, São João del Rei, Ubá, Viçosa, Barbacena, Santos Dumont e Cataguases.
Apenas Barbacena e Cataguases não informaram sobre o assunto até a última atualização desta reportagem.
Veja abaixo o posicionamento de cada cidade:
A Prefeitura de Juiz de Fora deverá discutir o tema na reunião do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, que é realizado na quinta-feira (24) à noite;
A Prefeitura de Muriaé informou que ainda não tem definição sobre o assunto e que “em breve” a situação será discutida;
A Prefeitura de Ubá afirmou que o Comitê local deverá reunir-se na próxima semana, quando também está prevista a divulgação pelo estado dos protocolos sanitários destas atividades, para definir as próximas medidas a serem tomadas em âmbito municipal;
A Prefeitura de Santos Dumont também confirmou que o assunto será definido em uma reunião futura;
A Prefeitura de São João del Rei explicou que o tema deverá ser debatido na próxima segunda-feira (28), quando o prefeito Nivaldo Andrade (PSL) retorna do período de quarentena por causa da Covid-19;
A Prefeitura de Viçosa informou em nota que “nos próximos dias, serão discutidas as ações conjuntas das secretarias municipais de Saúde e Educação” e que ” mesmo com a indicação de retorno por parte da Secretaria Estadual de Saúde, as aulas em escolas e faculdades em Viçosa ainda não podem ser retomadas porque não houve confirmação dos setores sanitários e de fiscalização da Prefeitura de que os locais estão adequados e seguros para alunos, professores e demais trabalhadores da educação”.
Retorno do ensino superior e educação básica
O critério para a retomada, no caso das instituições de ensino superior, é que as cidades estejam incluídas na Onda Amarela do programa estadual de flexibilização, o Minas Consciente.
As macrorregiões Sudeste, Centro-Sul e Leste do Sul estão nesta fase e já podem retomar as aulas para cursos de graduação, pós-graduação e livres.
No caso da educação básica, que inclui educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, é necessário que as escolas estejam em cidades na Onda Verde do Minas Consciente. Essas escolas poderão voltar no dia 5 de outubro. Apenas uma macrorregião, Norte, está nesta situação e já pode retomar as aulas presenciais para crianças e adolescentes.
Porém, caberá aos prefeitos definir se vão ou não retomar as aulas presenciais, ainda que estejam em uma região autorizada pelo governo do estado. O protocolo com as diretrizes para a retomada segura das aulas será divulgado na próxima semana.
Volta nas escolas estaduais
Nas 3.600 escolas estaduais, as aulas presenciais se iniciarão, gradativamente, a partir do dia 19 de outubro, segundo a Secretária de Estado de Educação, Júlia Sant’Anna.
A prioridade será para a volta dos alunos do 3º ano do ensino médio, em função da proximidade com o Enem.
“Começaremos pelo terceiro ano do ensino médio, em função do Enem. A volta será progressiva e realizada com cuidado, com fixação dos conteúdos que já vem sendo trabalhado na educação remota”, disse.
Segundo a secretária, a estratégia para retorno às aulas ainda está em construção. Desde 18 de maio, o governo estadual tem ofertado aulas remotas, com transmissão diária pela Rede Minas e distribuição de apostilas do Plano de Ensino Tutorado a crianças e jovens sem acesso à internet.
A secretária garantiu, no entanto, que as famílias terão autonomia para decidir se as crianças vão ou não às aulas e que, por isso, as aulas remotas, com transmissão pela Rede Minas, vão continuar. Os alunos que retornarem às salas de aula terão garantido o lanche na própria escola.
Segundo o secretário de Governo, Mateus Simões, a partir de outubro, o bolsa-merenda, que era oferecido para as famílias de extrema pobreza, não será mais fornecido.

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