Vice assume prefeitura de Jequié após prefeito ser afastado em operação da PF contra fraudes e desvios de verba


Essa a terceira vez este ano que o prefeito Sérgio da Gameleira é afastado do cargo pela Justiça. Ao assumir prefeitura, vice indicou novo procurador para o município. Prefeito de Jequié, Sérgio da Gameleira foi afastado de seu cargo pela terceira vez
Reprodução/TV Bahia
O vice-prefeito de Jequié, Hassan Iossef, assumiu interinamente o cargo de prefeito, depois que o Sérgio da Gameleira (PSB) foi afastado da gestão pela terceira vez neste ano. A cerimônia ocorreu na Câmara de Vereadores, no final da tarde de terça-feira (15).
Ao assumir o cargo, Iossef indicou um novo procurador para o município, Daniel de Quadros Nogueira. Essa é a terceira vez que o vice ocupa o cargo interinamente, após afastamentos do prefeito.
Na manhã de terça, Sérgio da Gameleira foi afastado por cumprimento de mandado judicial, após a operação Guilda de Papel da Polícia Federal (PF), que apura crimes de fraude à licitação e a direitos trabalhistas, além de desvio de verbas públicas.
Desta vez, as irregularidades encontradas envolvem uma suposta cooperativa, que venceu uma licitação para fornecimento de mão de obra terceirizada, na prestação de serviço para diversas secretarias do município.
No entanto, a suposta cooperativa na verdade seria uma empresa intermediadora de mão de obra, que cobrava valores muito superiores ao que eram pagos aos prestadores de serviço. Durante a operação, a PF encontrou documentos em um churrasqueira localizada no imóvel de um dos investigados.
Papéis encontrados em churrasqueira serão analisados pela PF
Divulgação/PF
Afastamentos do prefeito
O primeiro afastamento de Sérgio da Gameleira foi em junho deste ano, durante uma investigação de improbidade administrativa. O prefeito foi denunciado por vereadores por não repassar ao INSS os valores que foram descontados nos contracheques dos servidores municipais, além de suposta fraude em dispensa de licitação e atraso no pagamento de funcionários públicos.
Ele retomou ao cargo três dias após o afastamento, por decisão da Justiça. Na época, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) identificou que ele teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 5 milhões aos cofres públicos.
No mês de julho, houve o segundo afastamento. A PF deflagrou a operação Old School, que investigou desvios de verba da Educação e outras fraudes em licitações. Na época, a PF constatou que o município de Jequié celebrou com a empresa um contrato de R$ 8.853.846,66, valor a ser pago com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e da Valorização do Magistério (FUNDEF).
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