Vereadores formam “centrão” para votações de projetos polêmicos

Habituais seis a cinco nas votações da Câmara de Vereadores de São João Batista, deixaram de ter relevância após racha na base governista. Projetos polêmicos começam a ganhar folego com novo arranjo entre parlamentares. Desmonte do grupo que aprovava e rejeitava projetos iniciou com a votação do nome da nova ponte e se aprofunda. Com […]

Habituais seis a cinco nas votações da Câmara de Vereadores de São João Batista, deixaram de ter relevância após racha na base governista. Projetos polêmicos começam a ganhar folego com novo arranjo entre parlamentares. Desmonte do grupo que aprovava e rejeitava projetos iniciou com a votação do nome da nova ponte e se aprofunda.

Com os vereadores que compõem a aliança governista em pé de guerra, e se enfrentando publicamente em entrevistas e discursos na tribuna, cada projeto tende a ter votação incerta. O novo bloco, ou “centrão”, parte de seis votos. Leoncio Cypriani (PSD), Ademir Rover (PRB), Éder Vargas (MDB), Fábio da Ravel (Progressistas), Rúbia Tamanini (PSL) e Tarcísio Soares (PSL).

Betinho Souza (Cidadania) e Nataniel Oliveira Valença, o Chulipa (Progressita), tem orientação de voto independente. Do outro lado se agrupam os vereadores Milson Silva (MDB), Juliano Peixer (MDB) e Almir Peixer, o Déio do Gás (PSL). Essa nova dinâmica possibilitou que o projeto que deu nome à ponte José Jovino Silveira, o Zé Pedreiro, fosse aprovado.

Na pauta do novo bloco há leis polêmicas e que precisam inclusive de quórum qualificado para aprovação. É o caso do projeto que pretende reduzir o número de vereadores de 11 para nove. Para que passe, será necessário o ‘sim’ de oito parlamentares. Mesmo caso da ideia de acabar com o salário de vice-prefeito.

Outros, no entanto, já há maioria para se tornarem lei. Para redução no salário dos parlamentares de R$ 4.085 para R$ 1.045 é preciso maioria simples. Já teria os seis votos necessários. Projeto encontra resistências de Déio do Gás e Milson Silva, que na sessão de segunda-feira (06), criticaram o fato dos vereadores cortarem salários.

“Uma cara pobre, que nem do meu tipo, nunca ganhou R$ 2 mil por mês. Agora eles não. […] Ai é fácil. Agora eu quero ver como é que o Ademir vai pagar a prestação dele, ou o Milson se tiver uma prestação de um carro. Daonde vai sair?”, disse um irritado Déio.

Durante os pronunciamentos de segunda, os vereadores trocaram farpas e indiretas. Na leitura da ata da reunião anterior, Rúbia Tamanini não conseguiu segurar o riso ao ler trecho de discursos que usavam termos como “Leãozinho” e “Pitoco”.

Como nasceu o ‘centrão’?

Grupo começou a se formar após rompimento definitivo entre Éder Vargas e Leoncio Cypriani com aliados ao vice-prefeito Pedro Alfredo Ramos, o Pedroca (MDB). Se fortaleceu após retirada da vereadora Rúbia Tamanini da pré-candidatura de vice.

Embates públicos entre Leoncio, o vice-prefeito e também o presidente do MDB local, Eurli Silva, o irmão, deram ainda mais corpo as costuras. Confronto entre os ex-aliados ficaram cada vez mais ruidosos e já afetam, inclusive, a organização da aliança entre MDB, PSL, PSD e PRB.

Ainda não foi digerida a forma como foi conduzida a saída de Rubia da pré-candidatura de vice, e o jogo nos bastidores que estimularam Déio do Gás a fazer discurso na Câmara se lançando na disputa. Houveram constrangimentos, com feridas ainda abertas.

Entre as possibilidades ventiladas está a de rompimento do governo municipal com o MDB, e lançamento de uma chapa alternativa na disputa eleitoral de novembro. Entre os nomes que poderiam ocupar a chapa como prefeito e vice seria Leoncio e Rubia. Para se estabelecer como vice definitiva na chapa de Pedroca, Déio do Gás precisará de aprovação do diretório local do PSL.

Governo segue com maioria

Blocão de vereadores não reduz a maioria do governo de Daniel Cândido. Apesar das brigas entre os parlamentares, seguem dando sustentação a Prefeitura em todos os projetos.

Nada de seis a cinco

Em junho de 2017 num discurso na tribuna da Câmara, Déio do Gás pontuou uma verdade daquela época. Eram seis vereadores e ponto. Não importava o teor do projeto enviado para Câmara, que seria votado sem grandes discussões ou questionamentos.

Com mais seis meses de mandato, Legislativo terá sessões quentes e novos capítulos da disputa política entre os atores. Entre os interesses do município, articulações eleitorais e projetos pessoais, o novo ‘seis a cinco’ não é garantia de nada.

COM AGÊNCIAS

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