Veja como estão Água Doce e Tangará um mês após o tornado

O comerciante de Água Doce, no Meio Oeste do Estado, Carlos Roberto Zancan, enfrentou nos últimos meses dois grandes desafios. Além da pandemia do Coronavírus, também precisou fechar as portas de seu estabelecimento comercial por três semanas após ser atingido pelo tornado que danificou o município, no dia 14 de agosto. “Conseguimos abrir as portas novamente apenas no dia 4 de setembro. É complicado, deixamos de produzir para correr atrás do que foi perdido”, lamenta. 

Comércio de Água Doce foi danificado pelo tornado. – Foto: Reprodução NDTV/ND

O tornado, classificado como F-3 na Escala Fujita (responsável por medir a intensidade dos tornados), atingiu também o município de Tangará, localizado há 54,8 km de Água Doce. Cerca de 25 casas foram totalmente destruídas. Outras 700 foram danificadas ou destelhadas. 

Em Água Doce o comércio voltou a funcionar normalmente. O centro da cidade foi o mais prejudicado pelo tornado, mas o trabalho de reconstrução das residências está a todo vapor. Moradores estão prestando apoio uns aos outros. 

“Por mais simples que fosse era o nosso cantinho. O lugar de descanso depois de um dia de trabalho. Ver tudo acabado nos deixou desanimados, mas temos muitos amigos que estão nos auxiliando com materiais e palavras de incentivo”, relata o operador de máquinas de Água Doce, Joci dos Santos.

Casas começam a criar vida um mês após serem totalmente destruídas. – Foto: Reprodução NDTV/ND

Estragos na área rural

No interior  de Água Doce a situação não é diferente. Na Linha Eberle e Olinda ainda existe muito trabalho a fazer para a recuperação de propriedades rurais onde funcionavam aviários, chiqueiros, criação de gado leiteiro e de corte. 

A Defesa Civil, com o auxílio de outros órgãos competentes, oferece todo o apoio necessário para resolver a situação. Não medimos esforços para atender o mais breve toda a população que foi prejudicada”, afirma Rogério Heberle, da Defesa Civil de Água Doce.

 

Tangará

Em Tangará o centro da cidade foi pouco atingido, mas as maiores empresas geradoras de emprego foram altamente danificadas. Algumas ainda trabalham com as edificações sendo recuperadas. “Anos para ter um patrimônio e em questão de segundos tudo vai embora”, comenta o empresário Ari Perazzoli. 

Residências foram destruídas. – Foto: Reprodução NDTV/ND

Na área rural algumas casas foram destruídas parcialmente e outras foram totalmente ao chão, assim como a estrutura de diversas propriedades. A agricultora Dirlei Maria Gottselig perdeu tudo. “Casa, barracão, pesque-pague. Caiu tudo, não sobrou nada. Temos que erguer a cabeça e seguir em frente, não adianta se lamentar”. 

Segundo a Defesa Civil de Tangará, há muito trabalho a ser realizado para que a cidade retome o ritmo normal. “Esperamos que logo tudo esteja restabelecido e que pelo menos uma parte dessas famílias possam retornar para suas casas”, complementa Lourdes Zanella da Defesa Civil. 

Empresas de Tangará foram totalmente danificadas. – Foto: Reprodução NDTV/ND

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