Veja como está a situação no Parque da Serra do Tabuleiro em SC, um ano após incêndio


Recuperação da vegetação pode levar até 15 anos, mas algumas árvores estão rebrotando. Local continua sem plano de contingência. Veja como está a recuperação do Parque da Serra do Tabuleiro um ano após incêndio
Um ano depois de um dos maiores incêndios da história do Parque da Serra do Tabuleiro em Palhoça, na Grande Florianópolis, a paisagem no local ainda é seca e cinza, mas a natureza tenta se regenerar aos poucos. Agora, o parque possui mais equipamentos e tenta treinar brigadistas.
Foram cerca de 840 hectares queimados, o que corresponde a 1% da área do parque, que é a maior unidade de conservação do estado em terra. Foram cinco incêndios em um mês.
O pior deles foi o primeiro, em setembro, que por onde o fogo passou, ficaram as marcas. “Foram dois dias inteiros queimando, foi assombroso”, relembra Carlos Alberto Cassini, coordenador do Parque.
Segundo ele, a recuperação deve levar até 15 anos. No entanto, em alguns pontos há árvores rebrotando, conta o administrador do parque.
Parque da Serra do Tabuleiro em 2020, um ano após incêndio
NSC TV/Reprodução
Após o incêndio, algumas coisas mudaram, como os equipamentos para combater o fogo. Antes, o parque tinha só cinco mochilas para carregar água. Agora, são mais de 20. Foram comprados também sopradores, como os usados nos incêndios no Pantanal, e abafadores.
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Treinamento contra incêndios
Voluntários que ajudaram a época, do jeito que podiam, se apresentaram para fazer a formação de bombeiro voluntário para atuarem como brigadista. O curso estava marcado para março, mas por conta da pandemia, teve que ser adiado.
“O treinamento estava agendado com ICMbio para final de março e agora a gente está retomando online, na psicologia do fogo para depois, quando for liberado, ir para parte prática”, diz o coordenador do parque.
Parque sem plano de contingência
Incêndio atingiu Parque Estadual da Serra do Tabuleiro em Palhoça em setembro de 2019
PMA/Divulgação
Essa formação do grupo de brigadistas é uma das ações previstas no plano de contingência que está sendo feito de forma integrada pela Defesa Civil, comunidade local e órgãos do governo do estado e do município de Palhoça.
Apesar da importância, a área nunca teve planejamento de riscos. A entrega atrasada por causa da pandemia está prevista para o mês que vem.
Rodrigo Nery, gerente de Operação Defesa Civill, o plano será importante para, além de resposta mais rápida em caso de incêndio, prevê pontos para diminuir os danos e prejuízos.
“Esse plano de contingencia vai integrar também um grande plano de reconstrução ambiental que integrará também as universidades, pesquisadores, ambientalistas, comunidade para definição de uso sustentável e conservação daquele espaço”, explica.
Investigações
Outro ponto importante, no caso de incêndios criminosos, é a identificação dos responsáveis. No do ano passado, a polícia e o Ministério Público abriram inquéritos, mas as investigações terminaram sem achar culpados.
Incêndio no Parque Serra do Tabuleiro, em Palhoça, neste ano teve indiciados
Divulgação
Diferente do que aconteceu em janeiro deste ano no incêndio próximo ao parque que chegou a fechar a BR 101. Quatro pessoas foram indiciadas e devem responder na Justiça.
“A Polícia Civil conta com os órgãos de segurança e se torna de fundamental importância a colaboração da população em repassar informações sobre crimes dessa natureza, mesmo com denuncia anônima, afim de coibir a prática delitiva desses crimes”, explica a delegada Carolina Guedes.
Cuidado máximo
Parque da Serra do Tabuleiro teve cerca de 800 hectares destruídos por fogo
NSC TV/Reprodução
Os bombeiros pedem que a população evite queimar lixo ou entulhos, especialmente neste período de estiagem, pelo risco de as chamas se propagarem muito mais rápido e atingirem vegetações. Veja algumas dicas.:
Não inicie queimadas principalmente ao colocar fogo em lixo, terrenos e pastagens;
evite acender fogueiras em área de vegetação;
não jogue bitucas de cigarro na mata, nas ruas ou em beira de estradas.
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