Vara especializada em homicídio deve analisar as circunstâncias de acidente com morte no Água Verde, em Curitiba


Motorista que avançou a preferencial morreu dias depois da batida; empresário envolvido no acidente nega que tenha consumido bebidas alcoólicas e fugido do local. Vara do Júri especializada em homicídios vai analisar circunstâncias de acidente com morte
Uma vara do júri especializada em homicídio deve analisar as circunstâncias de um acidente com morte que aconteceu no fim de agosto, no bairro Água Verde, em Curitiba.
Bernadete Scremim, de 49 anos, avançou a preferencial e atingiu outro carro, dirigido pelo empresário Marcelo Shiavinato. Os dois perderam o controle da direção e bateram no muro de um prédio.
O juiz da Vara de Delitos de Trânsito, Lourival Chemim, encaminhou, nesta terça-feira (29), a competência do caso para Vara do Júri de Curitiba. O objetivo é que a vara especializada em homicídio possa verificar se houve dolo eventual.
Acidente aconteceu na madrugada de 28 de agosto, em Curitiba
Tony Mattoso/RPC
Bernadete morreu dias depois, no Hospital Cruz Vermelha. A polícia investiga se o homem tinha consumido bebidas alcoólicas e se fugiu sem prestar socorro.
As imagens mostram que ela avançou a preferencial e foi atingida pela caminhonete dirigida pelo empresário.
Shiavinato foi até o carro da vítima e saiu do local a pé, segundos depois do acidente. Ele é investigado por omissão de socorro, mas disse que queria buscar ajuda.
“Pensei, eu tenho que pedir socorro, eu tenho que ir atrás de socorro, eu peguei meu telefone e estava com a bateria totalmente baixa, praticamente zero, tentava ligar e desligava”, afirmou ele.
Testemunhas ouvidas pela polícia afirmaram que Marcelo Shiavinato fugiu a pé do local sem prestar socorro. Imagens de câmeras de segurança mostram a saída. O empresário nega.
Moradores disseram que o motorista do outro carro envolvido fugiu a pé do local sem prestar socorro
RPC/Reprodução
No carro dele havia várias garrafas de bebidas alcoólicas. Entretanto, a perícia não encontrou as digitais do empresário nessas garrafas.
“Eu tinha comprado as garrafas de cerveja para levar para a minha casa. As cervejas estavam lacradas, eu comprei 16h e estava levando para casa, para consumir em casa no fim de semana, nenhuma garrafa aberta. Não tinha bebido nada”, comentou Shiavinato.
No momento do acidente, o empresário disse que voltava de uma reunião de trabalho e que, depois da batida, foi caminhando até a casa de onde tinha saído, que fica a três quadras do cruzamento.
Pessoas que viram a batida pediram socorro, e Bernadete foi levada para o hospital. Shiavinato só se apresentou a polícia quatro dias depois.
O advogado que representa a família dela contesta a versão do empresário.
“Não há como se negar omissão de socorro, pois em nenhum momento ele solicita que uma ambulância, Siate ou bombeiro faça o socorro, deixando ela a mercê da própria sorte”, disse.
Um inquérito para investigar o acidente foi aberto na Delegacia de Trânsito.
Marcelo Shiavinato é investigado por fugir sem prestar socorro, por omissão de socorro e por homicídio culposo, quando não há a intensão de matar.
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