Uma das principais promessas de campanha de Witzel, câmeras de reconhecimento facial não funcionam mais desde o fim de 2019

Uma das principais promessas de campanha do governador Wilson Witzel, as câmeras de reconhecimento facial, empregadas com o intuito de auxiliar em prisões e na identificação de crimes no Rio, não estão mais funcionando desde o fim do ano passado. Depois de um período de testes no ano passado, os equipamentos saíram de operação e não há previsão de retomada do monitoramento.

O sistema começou a funcionar no carnaval do ano passado, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Nessa primeira fase, foram 11 dias de vigilância pelas câmeras, que conseguem identificar foragidos da polícia e veículos roubados. Em seguida, em uma segunda fase, entre 6 de julho e 19 de outubro, além do bairro da Zona Sul também foram contemplados o entorno do Maracanã e do Aeroporto Santos Dumont. As câmeras – um total de 105 – foram cedidas pela empresa de telefonia Oi.

As câmeras pararam de funcionar em outubro do ano passado, cinco meses antes do primeiro caso de Covid-19 no Rio. No entanto, a Polícia Militar atribuiu a paralisação da implantação do sistema à pandemia causada pelo novo coronavírus . De acordo com nota enviada pela corporação, o processo será retomado após a pandemia.

Já a assessoria de imprensa da Oi informou que desenvolveu duas “provas de conceito de videomonitoramento” em 2019 com o governo do estado do Rio, mas o termo de cooperação se encerrou no fim do ano passado “e não houve avanço na evolução do projeto junto ao governo”. A empresa não deu qualquer estimativa de retomada do projeto.

Segundo a PM, a implantação das câmeras de monitoramento não teve qualquer custo para o estado do Rio. No total, foram cumpridos 63 mandados de prisão com o auxílio da tecnologia no período de testes. As câmeras capturavam imagens de pessoas e veículos nas ruas e enviavam o material para o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova.

O sistema era integrado ao banco de dados do Detran e da Polícia Civil para identificar foragidos com mandados de prisão em aberto e carros roubados. Quando um suspeito ou veículo em situação irregular eram localizados, policiais militares eram acionados e iam até o local.

Procurada para comentar a desativação das câmeras, a assessoria de imprensa do governo do estado disse que os questionamentos deveriam ser feitos para a Polícia Militar.

Com Agências

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