Tribunal reduz penas de condenados por assassinato de jornalista saudita

Jamal Khashoggi foi assassinado no consulado saudita em Istambul, em 2018

Jamal Khashoggi foi assassinado no consulado saudita em Istambul, em 2018
Osman Orsal/Reuters/25-10-18

A Procuradoria-Geral da Arábia Saudita anunciou nesta segunda-feira (7) que as sentenças de cinco condenados à morte em primeira instância pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi no consulado do país em Istambul, na Turquia, em outubro de 2018, foram reduzidas para 20 anos de prisão.

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O tribunal também condenou três dos réus a 10 anos de prisão e outros dois a sete anos, sem revelar a identidade de nenhum deles.

O porta-voz da Procuradoria disse que as decisões levaram em consideração o “direito legal do perdão da família do assassinado” e são “definitivas e devem ser aplicadas”.

Sentenças e perdão

Em dezembro do ano passado, o Tribunal de Sanções condenou cinco pessoas à morte por cumplicidade e participação no assassinato de Khashoggi, e três outras a penas de prisão que totalizam 24 anos, cada, pelo encobrimento.

Entretanto, o tribunal absolveu dois dos principais réus: Saud al Qahtani, conselheiro do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, e Ahmed Asiri, chefe adjunto dos serviços secretos da Arábia Saudita.

O tribunal alega que não encontrou provas suficientes contra eles ou contra o cônsul da Arábia Saudita em Istambul, Mohamed Al Otaibi, em cujo escritório o jornalista foi supostamente morto e esquartejado.

Em maio deste ano, os filhos de Khashoggi anunciaram que estavam perdoando os assassinos de seu pai, coincidindo com o mês santo do Ramadã.

Segundo a lei islâmica, os parentes podem perdoar o assassino de seus entes queridos, e o perdão pode levar a uma suspensão da execução.