TJ-PR determina que Rodonorte e Sanepar indenizem famílias de vítimas de acidente em R$ 2 milhões


Dez pessoas que moravam em Maringá morreram em um acidente na BR-376, em Ponta Grossa, em dezembro de 2003. Van derrapou porque lama, provocada por rompimento de tubulação, encobriu pista, segundo a sentença.
Reprodução/RPC
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) determinou que a concessionária Rodonorte e a Sanepar indenizem em R$ 2 milhões famílias de dez vítimas de Maringá, no norte do Paraná, que morreram em um acidente de trânsito em 2003.
O acidente ocorreu no dia 18 de dezembro de 2003. Funcionários de uma empresa de telefonia viajaram de Maringá para Curitiba para participar de uma confraternização de fim de ano.
Quando voltavam para casa, o veículo onde eles estavam derrapou em um lamaçal que cobria a BR-376, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, e bateu de frente com um caminhão.
Dez pessoas morreram na hora, nove funcionários da loja e o motorista da van.
Segundo a decisão da Justiça, a Sanepar foi responsabilizada pelo rompimento de uma tubulação que causou o lamaçal na pista, e a Rodonorte, que administra o trecho, por não ter sinalizado o local alertando para o risco.
De acordo com o advogado das famílias, César Eduardo Misael de Andrade, o valor ainda será acrescido de juros, e pode chegar a R$ 6 milhões.
“São os danos morais. Além disso, eles foram condenados a pagar o pensionamento pras vítimas, e cada família terá sua particularidade que decorrem dos ganhos na época do acidente e da sobrevida delas”, afirmou o advogado.
A Sanepar tinha sido inocentada na decisão em primeira instância, em setembro de 2019, mas a sentença do TJ-PR revisou a condenção.
“Nossos filhos eram vidas, não eram números. O que a gente quer marcar aqui é que ninguém mais deve sofrer o que a gente sofreu”, afirmou a mãe de uma das vítimas do acidente, Taís Lara.
O que dizem as empresas
A concessionária Rodonorte informou que aguarda a intimação da Justiça para analisar a decisão e, caso necessário, apresentar eventuais medidas cabíveis.
A Sanepar informou que a está analisando a decisão judicial para definir a medida a ser adotada, levando em conta que ainda cabem recursos à Justiça.
Veja mais notícias da região no G1 Norte e Noroeste.
Leitores On Line