Tasca: nova baixa no governo Moisés

A decisão do coronel Jorge Tasca de pedir exoneração da Secretaria de Estado da Administração faz parte de uma estratégia política e de proteção pessoal. O ato de exoneração foi publicado no Diário Oficial Eletrônico de ontem, para caracterizar a saída do oficial do governo. Com isto, seu advogado de defesa, Noel Baratieri, vai hoje cedo à Assembleia Legislativa comunicar a exoneração à Comissão Especial do Impeachment.

Formalizada a saída, estará o coronel Tasca fora do processo, segundo seus defensores. O pedido perderia objeto. O ex-secretário gravou um vídeo em que formaliza sua saída e anuncia que vai trabalhar na defesa do governador e da vice.

No Legislativo, surgiram várias interpretações. As oposições, atribuindo a saída do secretário à debandada geral dos oficiais da PM mais próximos de Moisés da Silva. Já caíram o secretário da Saúde, o chefe da Casa Militar, o comandante-geral da PM e outros em escalões inferiores.

Outra leitura: a de que se fosse punido pelo impeachment, o coronel Jorge Tasca ficaria impedido de exercer cargo público nos próximos cinco anos. Há, contudo, entre os juristas que conhecem a legislação militar, outra interpretação. No caso de punição contra oficiais superiores da Policia Militar na esfera civil há necessidade de um processo administrativo na corporação. E a exclusão, punição ou afastamento temporário só se dá quando for considerado “indigno para o cargo”.

O governador Carlos Moisés, mais uma vez, deu uma solução doméstica na emergência política. Nomeou o adjunto Luiz Antônio Dacol para o lugar de Tasca na Secretaria da Administração.

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