Sindicalistas pedem que seja prorrogada redução de imposto sobre folha de empresas

Os sindicalistas se concentraram em frente ao Ministério da Economia. Na defesa dos empregos, pediram que a desoneração sobre a folha de pagamento não acabe no dia 31 de dezembro. Sindicalistas pedem que seja prorrogada redução de imposto sobre folha de empresas
Representantes de sindicatos pediram, nesta quinta (24), em Brasília que o Congresso derrube o veto que impediu a renovação do desconto de impostos sobre a folha salarial das empresas que mais empregam trabalhadores.
Os sindicalistas se concentraram em frente ao Ministério da Economia. Na defesa dos empregos, pediram que a desoneração sobre a folha de pagamento não acabe no dia 31 de dezembro.
“Uma vez que eu vou manter os empregos, eu também vou ter mais renda, vou movimentar mais dinheiro na alimentação, na saúde, na nossa vida social, então tudo isso vai retomar o crescimento do país em termos de impostos. Então, justificaria e volta a dizer pela gravidade do momento que é a pandemia”, afirma Marcos Milanez, diretor do Sindicado de Telecomunicações de SP.
Os manifestantes seguiram pela Esplanada até a Praça dos Três Poderes. E é da negociação entre governo e parlamentares que vem a resposta que eles esperam. O acerto implica derrubar o veto na sessão prevista para quarta-feira (30).
“Nós vamos ter que trabalhar exatamente para a facilitação do emprego, e a desoneração é um caminho para isso”, analisa o senador Major Olímpio (PSL-SP), líder do partido no Senado.
Técnicos da equipe econômica, líderes e relatores estão trabalhando na proposta alternativa, que é a criação de um imposto sobre transações eletrônicas, a ser incluído na reforma tributária com a desoneração geral e permanente. Os textos casados são a condição para a derrubada do veto, de acordo com o líder do governo.
“Tudo para viabilizar a desoneração da folha, para quem ganha salário mínimo não ter encargos e também para que nós possamos ter o programa renda mínima, que é o programa que visa atender aos milhões de brasileiros que, a partir de janeiro, não receberão mais o auxílio emergencial. O presidente, sábado, apreciará o texto final, colocará sua opinião e, na segunda-feira, nós submeteremos aos senhores líderes da Câmara e do Senado para apreciação desses textos”, explica o deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo.
A desoneração permite que as empresas troquem a contribuição previdenciária de 20% sobre os salários por uma alíquota de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. Um dos 17 setores que aguardam a prorrogação dessa desoneração é o da indústria de máquinas e equipamentos, que gera 350 mil empregos diretos e mais de um milhão de empregos indiretos.
“A reoneração nesse momento de retomada da economia, em que as empresas estão com problemas de capital de giro, isso pode levar a demissões, também pode levar a não contratações na recuperação econômica e também adiamento de investimentos. Cada emprego direto que a gente perde, a gente perde três empregos indiretos. O fato de vir uma sinalização da queda do veto e a não reoneração dos setores, isso traz uma tranquilidade aos empresários para poderem se programar para o futuro”, avalia José Velloso, presidente-executivo da Abimaq.