Sevidores municipais concursados são demitidos em Mesquita

Servidores concursados e aprovados para o município de Mesquita foram demitidos de seus cargos. Eles acreditam em perseguição política. O professor Marcos Cesar de Souza Costa Junior, de 28, soube da demissão no dia 12 de agosto. Com duas matrículas no município, ele chegou a abrir mão de uma matrícula em Magé e se mudou para a Mesquita. Agora, está desempregado:
O professor de educação infantil, Marcos Cesar, foi demitido em agosto

— Sou professor da educação infantil e da educação especial. Em abril, fui exonerado da educação infantil. Em agosto, teve a demissão da segunda matrícula, educação especial, para onde fui aprovado em terceiro lugar. Com a demissão, não posso assumir nenhum cargo público por cinco anos. Eu era servidor em Magé, pedi exoneração lá para viver em Mesquita. Fui privado do meu trabalho e salário no meio da pandemia.

Marcos é da direção do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe), núcleo Mesquita, além de conselheiro do Fundeb e do Mesquitaprev. Para ele, sua atuação foi o motivo para que o governo ordenasse sua saída.

— Fui eleito representante do Fundeb na cidade, denunciei desvios de verba da educação. Sou conselheiro que representa a categoria no fundo de previdência do município e o prefeito não repassa a parte patronal desde o final de 2017 — contou Marcos.

Servidores dizem que há outros concursados da Prefeitura de Mesquita que já aguardam demissão

Servidores dizem que há outros concursados da Prefeitura de Mesquita que já aguardam demissãoSegundo o professor, a prefeitura alegou que sua demissão foi devido ao fato de ele ter exercido função remunerada, mesmo estando de licença médica.

— As reuniões são bimestrais e, por reunião, recebemos um benefício de cerca de R$ 380. Eu estava afastado das funções laborais, mas minha atuação no fundo de previdência é política. Os conselhos são geralmente chamados de atividades de relevância social. Inclusive, no conselho do MesquitaPrev, tem que ter a participação de aposentados — ressaltou Marcos, que está recorrendo na Justiça para voltar ao seu cargo público.

A merendeira Vivianne Alexandra da Silva, de 45 anos, foi aprovada no concurso de 2016, mas afirma que sofria perseguição política desde 2017. Ela também foi demitida em agosto, mas não soube o motivo.

— Não nos deixaram ver o processo. Fui diretora do Sepe Mesquita, estava atuando como presidente do conselho fiscal do instituto de previdência, que tem um rombo. Fiz denúncias a vários órgãos. Já tive até o salário cortado.

Outros dois servidores concursados também foram exonerados. Além deles, há pelo menos oito servidores de outras pastas que já aguardam a demissão. Questionada, a Prefeitura de Mesquita não respondeu.

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