Sem remédios nem vacinas contra o Coronavírus, as pessoas estão cuidando mais da sua imunidade

Informações de todos os tipos sobre nutrição, alimentação, qualidade de sono e exercícios, na busca pela imunidade, para proteger da Covid-19, circulam pelas redes sociais e com a chegada do inverno, ganharam ainda mais força. No atual cenário, em que ainda não há remédios e nem vacina contra a doença, a recomendação dos médicos e nutricionistas vai mesmo nesta direção: cuidar do organismo é a melhor receita para uma boa imunidade.

Só que a preocupação com a Covid-19 produziu uma busca desenfreada por suplementos de vitaminas e minerais nas farmácias em todo o país. Também a procura por chás cresceu muito nas casas de produtos naturais.

Apesar de não haver nada oficial sobre o chá ou qualquer outro produto contra o Coronavírus, muitas pessoas estão investindo também em suplementação de vitaminas C e D, zinco – com ‘kits’ sendo comercializados em farmácias da cidade, além da mistura de própolis com cravo-da-índia, canela, e outras substâncias (batizado nas redes sociais de ‘shot da imunidade’). No caso do própolis, existe comprovação de que a substância reforça a imunidade, cura infecções respiratórias e feridas na pele, porém, não há registros de que ele cure ou previna a Covid-19.

Os organismos internacionais, no entanto, afirmam e reafirmam que não há nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que previna a infecção pelo novo vírus. Por isso, as recomendações médicas de boa alimentação, sono de qualidade e exercícios físicos aliadas às recomendações de higiene são ainda a melhor forma de se proteger.

Nesta semana, a reportagem do Página 3 buscou opiniões de médicos, nutricionista e pessoas em grupo de risco para saber como estão cuidando de sua imunidade. Acompanhe:


Projeto da prefeitura sugere chá de guaco e alfavaca cravo

Foto: Divulgação/Semam

A Secretaria do Idoso lançou há poucos dias um projeto em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente para distribuir aos idosos, que integram o principal grupo de risco, chá de guaco e alfavaca cravo, para melhorar o sistema imunológico e ajudar no combate aos sintomas gripais.

Credito Arquivo Pessoal

O secretário da Pessoa Idosa, Paulo César Senk Junior, explica que a parceria entre a SPI e a SEMAM surgiu também para incentivar que os idosos permaneçam em casa.

“A rotina deles mudou, e por isso buscamos esse método para melhorar a imunidade deles e prevenir os sintomas da gripe. Os idosos aderiram ao projeto, ao todo em oito dias de campanha já cadastramos 147 que já começaram a receber o chá em sua casa”, conta.

“É louvável essa preocupação”, diz Catarina

Credito – Arquivo Pessoal

A aposentada Catarina Elizabete Urban, de 67 anos, é moradora de Balneário Camboriú e antes da pandemia frequentava diariamente a Secretaria da Pessoa Idosa (SPI), a qual ela define como a sua ‘segunda família’.

Ela está em isolamento social desde março, morando sozinha, mas conta que tem contato com o filho e com a sobrinha sempre que pode.

Catarina é uma das 147 idosas da cidade que estão cadastradas no programa da SPI em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente, e recebe toda semana seu chá de guaco, cravo e alfavaca.

“É muito louvável essa preocupação deles com a gente, entregam na porta de casa. Eu já fiz e estou tomando todos os dias. É uma consideração muito grande que estão tendo conosco”, afirma.

A idosa acrescenta que ‘a vida toda’ também toma vitamina C e segue sempre com acompanhamento médico, mas que gostou bastante de receber o chá, que vê como um carinho da SPI e algo que pode deixar a imunidade ‘ainda mais completa’.

“Estou muito contente e grata pela bondade deles, que entregam sem eu nem precisar sair de casa. Sinto muita falta da secretaria, mas estou sempre em contato com os grupos. Vejo que nós idosos estamos seguindo as normas, já que integramos o grupo de risco, e acredito que com a graça de Deus vamos conseguir superar esse momento que está sendo difícil para todos”, opina.

Setor fitoterápico têm muitas outras opções

Credito – Arquivo Pessoal

A diretora do departamento de fitoterapia da Secretaria do Meio Ambiente, Mariene de Sena Silva, explica que possui contato com a diretora administrativa da SPI, Débora Zomer Gomes Veber, e que em conversa com ela debateram a importância de levar o chá para os 60+, já que, segundo ela, 80% do público que vai até a fitoterapia para buscar produtos são idosos.

“Nos preocupávamos porque quando reabrimos os atendimentos, os idosos seguiam indo presencialmente, mesmo com a pandemia. Não podemos encaminhar todos os nossos produtos, mas poderíamos auxiliar na imunidade com esse chá antigripal de guaco e alfavaca cravo, que serve para tratar e combater a gripe, sendo também expectorante, bactericida e combate a tosse. Mas deixamos claro que ainda não há nenhum remédio ou fitoterápico que combate a Covid-19”, salienta.

Segundo Mariene, o chá não é para aumentar a imunidade e sim para tratamento da síndrome gripal, mas que se o idoso tomar o chá todos os dias pode se tornar muito mais difícil ele pegar uma gripe.

“Os idosos que quiserem receber o chá semanalmente devem se inscrever direto a SPI (fone 3261-5300). Nós produzimos, embalamos, etiquetamos e eles fazem a distribuição”, acrescenta.

  • O departamento fitoterápico também atende a comunidade geral com distribuição gratuita de produtos, toda segunda, quarta e sexta-feira das 14h às 17h, no Parque Natural Raimundo Malta (o Parque Ecológico).

A diretora conta que possuem mais de uma dezena de chás para síndrome gripal, problemas de estômago, diuréticos, para articulação, reumatismo e dor nas costas; além de manipulados, tinturas (gotinhas com princípio ativo das plantas), sabonetes, cremes antiflamatórios e analgésicos, pomadas, gel de babosa, extrato de própolis, antivirais, antifúngicos, xaropes expectorantes, enxaguante bucal, e mais.

Credito – Arquivo Pessoal

A secretária do Meio Ambiente, Maria Heloísa Lenzi, opina que a alimentação é uma importante aliada para reforçar o sistema imunológico e a ingestão dos chás fitoterápicos ‘podem ser um elemento a mais para os idosos’.

“São eles, os idosos, os que mais procuram nossos produtos, então uma grande parcela já está acostumada a utilizá-los, agora contamos com a parceria da Secretaria da Pessoa Idosa para auxiliar no cadastramento e distribuição dos chás, evitando que eles precisem vir até o Parque buscar”, pontua.


Infectologista destaca importância da boa alimentação e de rotina saudável

Foto Arquivo Pessoal

A médica infectologista Rosalie Kupka Knoll aponta que os dados do Coronavírus mostram que há um número bem menor de idosos infectados quando comparado aos jovens, salientando que o público que mais têm se contaminado é formado por pessoas entre 20 e 49 anos.

  • “Há poucos idosos com Coronavírus porque desde o começo se pediu muito para que eles fiquem em casa, não recebam visitas, por isso o número não é grande, já os jovens estão seguindo a linha contrária”, diz.

Rosalie vê que uma forma para auxiliar a saúde é a boa alimentação, com frutas, verduras, feijão, além de folhas verdes e ingestão de líquidos, como água e chás – procurando evitar um consumo alto de chá preto e mate, porque podem causar alterações cardíacas.

  • “Se não apenas os idosos como todas as pessoas, puderem caminhar no quintal, fazer algum exercício em casa… é muito importante nos mexermos, fazermos alongamento, e não é nada complexo”, afirma.

A médica também debate a saúde mental, já que com o isolamento social aumentaram os casos de ansiedade e depressão, por exemplo.

“Muitos idosos gostam de conversar e estamos vendo muitos que não estão bem por estarem sozinhos. As pessoas vão ficando deprimidas por estarem só dentro de casa. Aconselho que elas escutem música, vejam clipes e filmes divertidos, ao invés de ficarem muito tempo vendo notícias sobre o Corona, isso deixa a gente muito pra baixo”, destaca.

Rosalie cita ainda jogos, como palavras-cruzadas, que são ainda benéficos para o cerébro, além da leitura.

“Quanto menos drama, melhor, porque o drama que vivemos já é grande. O isolamento está sendo difícil para todos, até para as crianças. É algo que nunca passamos e estamos aprendendo diariamente a como lidar com isso. É importante também mantermos uma rotina, fazer as refeições na hora correta, dormir bem, seguir os hábitos da vida ‘normal’, tudo isso faz bem para a saúde, assim como seguir em contato com a família, e a tecnologia favorece e minimiza um pouco a situação”, completa.


Pneumologista reforça:

Imunidade boa = alimentação variada, exercícios físicos e dormir bem

Credito: Waldemar Cezar Neto

O médico pneumologista Pedro Cabral disse que todos os anos nesta época do ano as pessoas se preocupam mais com a imunidade, para escapar das gripes e problemas respiratórios típicos da estação. Mas em tempos de pandemia, a novidade deste inverno, a procura aumentou muito.

“As pessoas sempre estão preocupadas em ter uma boa imunidade, principalmente nesta época em que existem as infecções mais frequentes, as viroses no inverno, o influenza, o adenovírus e todos os outros vírus, então as pessoas se preocupam com sua imunidade. Em tempos de pandemia todo mundo quer ter a melhor imunidade possível. Os trabalhos mostram que o mais importante para ter uma boa imunidade é ter uma boa alimentação, não é comer muito, mas comer bem, alimentação variada e mais colorida possível, evitar os excessos, sejam eles o cigarro, o álcool, dormir mal.

Eu sempre prescrevo para meus pacientes, meus familiares e para mim também, que para termos uma boa imunidade precisamos basicamente três coisas: exercício físico regularmente é fundamental, porque ele melhora toda parte circulatória, musculatura, libera endorfina, serotonina, diminui os radicais livres, e tudo isso melhora a imunidade. Uma boa qualidade de sono, um sono reparador, não precisa ser 8h, isso depende de cada pessoa, tem pessoas que dormem 5h com uma boa qualidade de sono e é suficiente, melhora as energias…Eu diria que imunidade boa é baseada neste tripé: exercício físico, boa alimentação e boa qualidade de sono. A pessoa que consegue fazer essas três coisas dificilmente terá uma imunidade ruím. Têm outras coisas que ajudam também, vitamina D, zinco, quem tem os índices diminuídos é importante repor, mas quem segue esse tripé – exercícios/boa alimentação/qualidade de sono normalmente a vitamina D estará bem também”.


Nutricionista da Unimed Litoral diz que melhorar a defesa natural contra doenças é relevante

Credito – Divulgação

A nutricionista do Núcleo de Atenção à Saúde da Unimed Litoral, Regina Beatriz Costa explicou que melhorar a imunidade, a defesa natural contra doenças, se tornou um dos temas mais relevante na pandemia porque, na ausência de remédio eficaz contra a Covid-19, é o organismo do paciente que luta contra a enfermidade.

Regina preparou uma lista de alimentos e recomendações que aumentarão a imunidade. Acompanhe:

  • Beba água – É preciso ingerir no mínimo 30ml a 40 ml de água para cada quilo de peso, portanto se você tem, por exemplo, 70 Kg, precisa beber de 2,1 a 2,8 litros diariamente.
  • Nenhum alimento sozinho é capaz de prevenir ou curar infecções.
  • Evite o consumo de alimentos processados e ultraprocessados que são pobres em nutrientes, ricos em açúcares e gorduras, pois além de alterarem nossa imunidade eles contribuem para o aumento do peso e a ansiedade.
  • Fontes de vitamina A: cenoura, batata doce, manga, couve e folhas de brócolis.
  • Fontes de vitamina C: kiwi, goiaba, frutas vermelhas, salsa, frutas cítricas, brócolis e talos de couve.
  • Fontes de vitamina D: peixes, ovos e cogumelos.
  • Fontes de vitamina E: azeite de oliva extravirgem, abacate, avelã, semente de girassol e castanhas.
  • Fontes de zinco: sementes, castanhas, amêndoas, nozes, cereais integrais e espinafre.
  • Fontes de Omega 3: peixes, sementes, amêndoas, castanhas e nozes.
  • Manter a saúde intestinal também contribui para a imunidade. Os benefícios podem ser encontrados em prebióticos (cebola, alho, farinha de banana verde, biomassa de banana verde, batata doce, batata yacon) e fibras (frutas, verduras, legumes e cereais integrais).
  • Dormir é fundamental, mantenha boas noites de sono.
  • Pratique atividade física regular.
  • Evite o estresse, ocupe o tempo com atividades que tragam prazer como ouvir música, ler, conversar por vídeo chamada com pessoas da família e amigos etc.
  • Não fume, beba moderadamente.
  • Aproveite o sol.

Como estou cuidando da imunidade

“Fico feliz de encontrar na natureza o remédio que preciso”

Credito – Arquivo Pessoal

Luciana Andréa, consultora do programa Lixo Zero

“Estou no grupo de risco por ser portadora de doença autoimune, sofri muitos anos com os altos e baixos no sistema imunológico e principalmente com as consequências e reações químicas dos medicamentos ingeridos para controlar (imunossupressores, anti-inflamatórios, corticóides, analgésicos etc). Isso até meados de 2019 quando consegui eliminar todos os tratamentos convencionais e adotei 100% dos tratamentos naturais, que já vinha fazendo uso gradativo. Foi com a mudança de alimentação e práticas de hábitos mais saudáveis que consegui controlar e manter minha imunidade estável neste último ano, livre de infecções, dores nas articulações e tumores que antes eram constantes em função do lúpus.

Na alimentação reduzi o consumo de carnes, eliminei lactose, comida processada (embutidos de todos os tipos) e passei a consumir mais folhas verdes e frutas vermelhas e aprendi a manipular meus remédios naturais com o uso de plantas em forma de tinturas, chás, sucos como o de nhame, açafrão com pimenta preta e gengibre… Com a pandemia e o inverno, os cuidados têm sido redobrados e faço uso de muitos chás e tinturas para manter a imunidade com unha-de-gato, erva baleeira, mulungu, erva de touro ou óleo de copaíba.

Passar mais tempo junto a natureza, ter uma boa noite de sono, também me ajudam muito a manter mente e corpo saudável. Ainda a cada seis meses faço a aplicação de kambô (a vacina do sapo) com os indígenas que vem da Amazônia. Sei que preciso me exercitar mais também, ainda estou me devendo esta parte do tratamento. Mas no geral, mais de um ano sem remédios e todos os exames com níveis

“O que eu faço sempre é tomar chá de tansagem, antiobiótico natural”

Credito – Arquivo Pessoal

Dalys Geiser, secretária igreja luterana Martin Luther (IECLB)

“No momento não estou fazendo nada para especial para fortalecer a imunidade. O que eu faço sempre é tomar a tansagem, que é um chá que tem função comparativa a um antibiótico. Tanto que na Índia é o chá mais utilizados dada a precariedade das questões públicas higiênicas em grande parte da população. Minha experiência pessoal para tratar infecções com esta planta, é de longa data. Confio totalmente pois até infecção hospitalar já curei, é milagroso este chá. A semente da tansagem permanece até 60 anos na terra, sempre brota outra vez onde é plantada”.

“O que importa mesmo estar em paz e de bem com a vida, ajuda a ficar com saúde e contente”.

Credito – Arquivo Pessoal

Eulina Ladewig Silveira, aposentada, cantora

“No dia 17 de março deste ano chegamos de um passeio de navio na costa brasileira, estava começando essa pandemia. Cheguei super cansada e dia 18 logo de manhã fui ao pneumologista e após me examinar falou que estava tudo bem, não tive febre nem resfriado, nem dores no corpo, somente uma fraqueza, um forte cansaço. O médico receitou uma vacina contra pneumonia, que fiz no mesmo dia, e logo após tomar a vacina contra gripe, ainda receitou um fortificante e repouso. Fiz tudo, repousei muito e me recuperei fiquei saudável. Fins de maio, por curiosidade, fiz exame numa clínica e então fui informada que eu tive a Covid-19 naquela época e que estava curada com anticorpos 2 sem problemas de transmitir. Estou com 90 anos e saudável com minha limitações de pessoa idosa. Para imunidade o que me faz bem é levar a vida como todos devem fazer neste momento, ficar em casa com todos os cuidados, repouso e alimentação saudável, sair somente por uma necessidade. Sem trabalho normal como qualquer dona de casa, me dedico a fazer o que mais gosto, mexer com os meus cadernos de letra de música que costumava levar para cantar na praça da Cultura todos os sábados, estou organizando tudo e copiando letras musicais no computador. Me nego a ver notícias na TV, elas me deixam nervosa e irritada. Sempre rezando um terço rosário por dia e ouvindo o barulho do mar, curtindo o dia de sol lindo e todos os dias pelo zap contato com minha família. Estou junto com meu filho mais velho que é meu companheiro e conselheiro, ele reside comigo e isto tudo me acalma e me deixa bem. Sou uma mulher de fé, acreditando que quanto menos se esperar passou tudo e voltou a normalidade. Talvez vão pensar que desatualizada essa! Não preciso nesta idade estar por dentro de todas as notícias, o que importa mesmo estar em paz e de bem com a vida. Isto me deixa bem e me ajuda a ficar com saúde e contente”.

“Homeopatia trata o ser humano como um todo gerando equilíbrio entre o físico e o mental”

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Lucia Rau, enfermeira e Paulo Rau, professor, aposentados

“Nessa pandemia estamos levando a vida isolados em nossa casa. Saímos do casulo, somente quando for necessário. Essa situação acentuou para nós a importância de manter uma boa alimentação com qualidade. Consumimos bastante cereais, frutas e verduras frescas, chás e frutos do mar. Diminuímos bastante a carne vermelha, os açúcares e as massas. Nada de embutidos e queijos demos preferência ao de búfala. Pães integrais e de fermentação natural. Utilizamos, mel, salmão defumado, ricota temperada com gengibre, salsinha e cebolinha. Procuramos novas receitas e introduzir novos hábitos alimentares com ingredientes como cogumelos, abóbora e beringela. Tapioca, crepioca e diversas sopas, complementam o nosso cardápio também. Outro item que para nós é importante, a atenção para a atividade física. Subimos e descemos escadas, exercícios e alongamentos de forma diária. Gostaria também de citar a homeopatia. É um tratamento que pratico há anos e considero muito importante principalmente agora nessa pandemia na questão imunidade. Não lembro mais da última vez que tivemos gripe aqui em casa. A homeopatia trata o ser humano como um todo gerando um equilíbrio entre o físico e o mental. O resultado é a saúde. Com todos esses itens, o mais importante ainda é alimentar o espírito, fortalecer a fé em Deus para que possamos ter forças e sermos instrumentos dele em colaborar para um mundo sempre melhor”.

“Quando multiplicamos conhecimento que beneficiam o outro temos um retorno de bem estar”

credito – Arquivo Pessoal

Polônia Martins Maciel, 79 anos, casada com Benedito Maciel, mãe de dois filhos lindos, professora, também atuou como extensionista da Acaresc hoje Epagri, voluntária da Pastoral da Criança, executora do projeto Alimentação Alternativa e atividades com gestantes no incentivo ao aleitamento materno

“Venho me dedicando durante muitos anos nos cuidados com a máquina humana. Passei a observar e estudar os alimentos e as respostas no meu organismo. As leituras, cursos, estudos, evidências na área de alimentos e fitoterapia, deram continuidade em trabalhos de multiplicação de conhecimento nas comunidades. Quando multiplicamos conhecimento que beneficiam o outro temos um retorno de bem estar, isso é bom, isso melhora a imunidade. Assim passei por algumas adaptações como mastigar mais os alimentos, porque facilita a digestão; diariamente consumo alimentos in natura, vegetais, folhas verdes e frutas, não tomo refrigerante há mais de 30 anos, gosto de vinho, trocamos o açucar refinado por demerara, ou mascavo, mas pouco. Aveia faz parte da alimentação diária. Não uso gorduras trans nem poli saturadas. Pouca carne vermelha, quase nada. As oleaginosas e grãos, sementes são bem consumidas aqui. Tomo 1,5 litro a 2 litros de água por dia.

Faço suplementação com vitamina D3, vitamina C, mineral cálcio e colágeno tipo 2, mas é preciso mais para o bem estar geral: participo do Programa Maturidade Saudável online, transmitido pela Secretaria da Pessoa Idosa, com a professora Mari. É um compromisso que nos envolve com as pessoas e isso é muito gratificante. Amo cantar, faço parte do Coral do Litoral, que mantém ensaios semanais online. Nesses momentos, deixo minha alma cantar, me sinto mais forte. Cuido da casa, onde partilho com meu marido Benê, duas companheiras quatro patas e algumas plantas. Tenho fé, amo Deus e agradeço a graça da vida, tudo que tenho e tudo que sou. Leio a Palavra e participo das atividades religiosas online. Faço mentalizações para um mundo mais fraterno. Faço tudo isso para manter a imunidade melhor, o que não impede de contrairmos o vírus, mas acredito que tudo isso pode facilitar o tratamento e evitar maiores sofrimentos. Também procuro me manter informada, acho importante. Quando sei o que está acontecendo e as medidas que estão sendo tomadas, posso me programar para fazer a minha parte. Importante para evitar contrair ou transmitir o vírus é seguir as regras que estão bem divulgadas: use máscara, lave as mãos muitas vezes, observe a distância e todas as outras medidas que diariamente estão sendo divulgadas”.

“Limpar a mente, o coração, talvez seja o caminho para o aumento da imunidade”

Credito – Arquivo Pessoal

Margot Rosenbrock Liborio, hoteleira

“A questão da imunidade há anos é uma batalha prá mim. Situações de stress sempre mexem com o meu corpo. Tive incontáveis infecções urinárias por questões de stress e baixa imunidade. Incontáveis não é exagero, é fato. Tomei Cranberrie por vários anos, sempre na luta para aumentar a imunidade e evitar as infecções. Com o tempo vamos entendendo como nosso corpo reage às situações. Eu percebo quando minha imunidade baixa, mas nem sempre consigo evitar as consequências.

Além da batalha stress/imunidade, estou hipertensa há mais de 10 anos, o que me joga no grupo de risco da Covid. Tenho uma “comorbidade”. Tenho também um probleminha de tireoide e de brinde, colesterol e deficiência de vitamina D (então tomo direto). Por esta questão da imunidade, tomo vitamina C diariamente há muitos anos. Tomo cloreto de magnésio, clorella, um suplemento à base de óleo de prímula e outro de cálcio. Tenho uma amiga terapeuta natural, a Thelma, e tudo que tomo foi porque ela me recomendava. Ela fala, eu aceito e tomo. Em 2018 comecei a tomar um suplemento vitamínico, de A a Zinco, como diz o slogan, e creio que me faz bem, minhas unhas dão o sinal visível de que funciona. Agora com a questão da Covid, ficou super pertinente. Na semana passada comprei um kit de óleos essenciais, para tentar resolver as dores do corpo de forma mais natural. Eu evito ao máximo os remédios para dor e os anti-inflamatórios. Com a idade percebi que eles mudam meu metabolismo e não acho legal, mas conviver com as dores não é fácil, tenho muita dor na lombar, no ciático e na cervical, dói tudo entre o pescoço e os joelhos. Já me disseram que tem a ver com o lance de “querer levar o mundo nas costas”. O meu mundo. Sou assim, não é tão simples mudar. Também tomo colágeno! Como não tomar? Se fosse para recomendar algo, eu diria: tome vitamina C diariamente e cuide da sua mente. Você é o que você come (então evite os alimentos super processados), mas também é o que você pensa. Limpar a mente, limpar o coração, talvez este sim seja o caminho para o aumento da imunidade. Não é um caminho fácil, se fosse fácil eu não teria dor nenhuma, mas vamos tentando viver e melhorar. Evoluir e não perder prá Covid”.

Com Agências

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