Santa Catarina chega ao pior índice de isolamento social desde o início da pandemia

Um levantamento da empresa In Loco, que monitora a movimentação de pessoas através dos smartphones, apontou que Santa Catarina registrou, na última sexta-feira, índice de isolamento social de apenas 31,3% na sexta-feira passada.
Essa foi a menor taxa de isolamento social desde o dia 13 de março, quando iniciou a pandemia de covid-19. Especialistas reforçam que, ao sair de casa, pessoas devem seguir as medidas sanitárias de combate à doença.
O número mostrou que Santa Catarina foi o terceiro pior estado do Brasil, ficando à frente apenas de Goiás (31%) e Tocantins (29,9%). A média de isolamento social na sexta-feira no Brasil foi de 33,1%.

 

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No sábado, Santa Catarina teve o quinto pior dia de isolamento, com 35,4%, enquanto a média nacional ficou em 36,6%. No domingo, a situação melhorou um pouco.
Com tempo feioso na maior parte de Santa Catarina, o índice de isolamento chegou em 45,5%. Mesmo assim, o resultado foi o terceiro melhor do país, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul (52,2%) e do Acre (46,7%).
A médica e professora da UFSC, Regina Valin, comenta que a falta de isolamento é reflexo das liberações da vários seguimentos econômicos. “O importante aqui é avaliarmos não a questão da baixa taxa de isolamento, mas sim se houve relaxamento nas medidas sanitárias recomendadas pelos órgãos sanitários, como o uso da máscara e evitar aglomerações”, explica. A médica entende que as pessoas podem sair de casa, mas as medidas sanitárias precisam continuar sendo cobradas e fiscalizadas.
O médico Umberto D´Ávila, presidente da Unimed Litoral, acredita que a falta de isolamento social é reflexo de uma longa pandemia. Ele observa que a maioria das pessoas vive esse tipo de restrição pela primeira vez na vida.
Como houve uma diminuição de casos de coronavírus no estado e uma queda na curva, as pessoas se animaram a sair de casa. “As pessoas acabam em algum momento tomando essa decisão de sair de casa, mas é importante lembrar que a epidemia não acabou e que em algumas cidades e países da Europa está havendo um aumento no número de casos novamente”, alerta.
O médico frisa que é importante manter o uso da máscara, evitar aglomeração, fazer a higiene das mãos e não compartilhar objetos, como copos. “Evitar aglomeração é fundamental para que a curva continue baixa e para que os casos que vão aparecer sejam atendidos da melhor forma possível”, explica .
O isolamento social é um dos indicadores usados pela secretaria de Estado da Saúde (SES) pra definir a avaliação de risco da Covid. O boletim divulgado na quinta-feira passada mostrou que 13 das 16 regionais de saúde tiveram a pior avaliação possível no critério de isolamento social. Apenas Alto Uruguai, Oeste e Extremo-Oeste ficaram fora da lista vermelha.
A avaliação de risco é feita por quatro indicadores: isolamento, testagem, reorganização de fluxos assistenciais e ampliação de leitos de UTI.
Sem o isolamento social adequado, dificilmente as regiões atingem a classificação moderada, que indicará uma série de liberações de atividades por região. A nova classificação de risco das regiões catarinenses deve ser divulgada até a próxima quinta-feira.

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