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Com a perspectiva da chegada da vacina contra o novo coronavírus entre o fim de 2020 e começo de 2021, o tema da obrigatoriedade da aplicação do imunizante voltou a ser mencionado. Uma mulher chegou a abordar o presidente Jair Bolsonaro pedindo que ele proíba a vacina contra covid-19 por considerá-la “perigosa”. Bolsonaro respondeu na ocasião que “ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”, fala que foi replicada nas redes sociais pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom).

Apesar da fala do presidente, há vacinas que são, sim, consideradas obrigatórias, como é o caso dos imunizantes indicados no Plano Nacional de Vacinação (PNI). Essas vacinas são obrigatórias para crianças e adolescentes, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os pais que se recusarem a levar os filhos para se imunizarem podem sofrer sanções.

As vacinas funcionam como simulações de doenças. Depois de aplicadas, elas estimulam uma resposta do sistema imunológico do organismo, que produz anticorpos e guarda as informações sobre aquele agente infeccioso, como um vírus ou uma bactéria. Assim, quando o corpo entrar em contato com o microorganismo na natureza, ele poderá responder ao invasor mais rapidamente e, assim, evitar que a pessoa fique doente. Isso é chamado de imunidade.





© Gabriela Biló/Estadão
As vacinas estimulam uma resposta do sistema imunológico do organismo, que produz anticorpos para combater agentes infecciosos.

A maioria das vacinas obrigatórias no Brasil devem ser tomadas ainda durante a infância. Segundo o calendário de vacinação infantil brasileiro, que foi estabelecido pelo PNI, a imunização já começa logo após o nascimento.

Veja abaixo quais são as vacinas obrigatórias:

BCG

A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guerin) é aplicada ainda na maternidade. Ela atua para prevenir formas graves de tuberculose.

Hepatite B

Essa dose é aplicada ao nascer e, como o nome já diz, ajuda a prevenir a hepatite B. A depender da situação vacinal, é possível que seja necessário tomar três doses dessa vacina em qualquer momento da vida.

Penta

A vacina pentavalente previne cinco tipos de doença: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e todas as infecções causadas pelo Haemophilus influenzae B. A vacina é aplicada em três doses: a primeira aos dois meses, a segunda aos quatro meses e a terceira aos seis meses.

Vacina Poliomielite 1, 2 e 3 (inativada)/VIP

Esse imunizante atua na prevenção da poliomielite, doença que já foi considerada quase erradicada no Brasil, mas voltou a ter casos. Na sua forma mais grave, pode causar paralisia permanente. A vacina é aplicada também em três doses: a primeira aos dois meses, a segunda aos quatro meses, e a terceira aos seis meses de idade.

Pneumocócica 10 Valente (conjugada)

Essa vacina atua para prevenir diversas doenças, como a pneumonia, a otite, a meningite e outras infecções causadas pelo Pneumococo. São aplicadas três doses: a primeira aos dois meses, a segunda aos quatro meses e a terceira aos doze meses.

Rotavírus humano

O rotavírus humano é um dos principais causadores de doenças diarreicas agudas e diarreias graves em crianças até cinco anos de idade. Essa vacina ajuda a prevenir justamente essas doenças. São aplicadas duas doses: a primeira aos dois meses e a segunda aos quatro meses.

Meningocócica C (conjugada)

Essa vacina atua na prevenção de doenças invasivas causadas pela bactéria Neisseria meningitidis do sorogrupo C, ou seja, meningite bacteriana. A vacina é aplicada em duas doses, aos três meses e aos cinco meses, e também precisa de reforços, aplicados aos 12 meses e em adolescentes entre 11 e 14 anos.

Febre amarela

Essa vacina, como o próprio nome já diz, previne o desenvolvimento da febre amarela. É necessária apenas uma dose aos nove meses de vida. A depender a situação vacinal, uma pessoa ainda pode tomar a vacina até o fim da vida.

Tríplice viral

A vacina tríplice viral evita três doenças: sarampo, caxumba e rubéola. A dose é aplicada aos 12 meses de vida. A depender da situação vacinal, ainda é possível tomar duas doses da tríplice viral entre os 10 e os 29 anos ou apenas uma dose entre os 30 e os 49 anos.

DTP

A vacina DTP ajuda a prevenir difteria, tétano e coqueluche. O primeiro reforço é aplicado aos 15 meses de idade e o segundo, aos quatro anos.

Hepatite A

Como o próprio nome já diz, essa vacina previne a hepatite A. É aplicada apenas uma dose aos 15 meses de idade.

Tetra viral

A tetra viral substitui a segunda dose da tríplice viral, se o calendário de vacinação for seguido à risca, e previne contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela/catapora. Também é aplicada dose única aos 15 meses.

Vacina Poliomielite 1 e 3 (atenuada)/VOP

As vacinas poliomielite 1 e 3 ainda precisam ser reforçadas duas vezes com o vírus atenuado. O primeiro reforço é aplicado aos 15 meses e o segundo, aos quatro anos de idade.

Varicela atenuada

A vacina para catapora/varicela também precisa ser tomada, já que a tetra viral atua como a primeira dose para a doença. A vacina contra varicela precisa ser aplicada em dose única aos quatro anos.

HPV

Essa vacina previne o Papiloma Vírus Humano, vírus que causa alguns tipos de câncer e verrugas genitais. Devem ser aplicadas duas doses dessa vacina entre os 9 e os 14 anos nas meninas e entre os 11 e 14 anos nos meninos. As doses são aplicadas com seis meses de intervalo entre elas.

Dupla Adulto (dT)

A vacina dupla adulto precisa ser reforçada a cada 10 anos desde a adolescência até o fim da vida e também previne difteria e tétano.

Pneumocócica 23 Valente

A vacina pneumocócica 23 valente é indicada para população indígena e outros grupos-alvos específicos e precisa ser aplicada a depender da situação vacinal em uma dose a partir dos 10 anos. Ela previne pneumonia, otite, meningite e outras infecções causadas pelo Pneumococo.

Influenza

A influenza, ou gripe, por mais que seja comum, continua causando riscos à saúde. Por isso, todo ano, ocorre a Campanha Nacional de Vacinação da Gripe. Crianças entre 6 meses e 6 anos de idade, assim como idosos e gestantes, precisam tomar a dose anual.

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