Russomanno gruda imagem na de Bolsonaro e diz estudar auxílio emergencial extra para SP

O deputado federal Celso Russomanno (Republicanos), candidato que lidera a corrida eleitoral em São Paulo segundo o Datafolha, afirmou que estuda criar um auxílio emergencial paulistano, mas não detalhou valores nem como o Orçamento da prefeitura iria bancar o benefício.

“Estamos estudando um auxílio paulistano, que seria um complemento ao que o governo federal está fazendo. Agora, com muito critério para saber de onde a gente vai tirar dinheiro para que o município continue investindo e continue com suas atribuições”, afirmou ele nesta terça-feira (29).

Celso Russomanno (Republicanos), candidato à Prefeitura de São Paulo, em visita ao Sindicato dos Trabalhadores com Aplicativos de Transporte Terrestre Intermunicipal do Estado de São Paulo, na zona leste

Russomanno esteve no sindicato que reúne os trabalhadores de aplicativos do Estado de São Paulo, onde procurou desfazer seu desgaste entre a categoria por ter dito, em 2016, que o Uber era ilegal e se comprometeu com demandas dos motoristas.

Embora o deputado tenha traçado uma estratégia de reclusão na campanha, ou seja, de fazer poucas agendas e controladas, sob o argumento de evitar riscos devido ao coronavírus, a reunião no sindicato não conseguiu evitar aglomeração.

Na pequena sala da diretoria, fechada e com ar condicionado ligado, Russsomanno reuniu cerca de 20 pessoas, incluindo sua equipe de campanha e membros do sindicato. Houve aglomeração também de apoiadores na sala principal do sindicato.

A respeito do auxílio emergencial, Russomanno, que é considerado o candidato do presidente Jair Bolsonaro em São Paulo, elogiou a iniciativa do governo federal e buscou se associar a ela, afirmando que a medida surgiu a partir de conversa dele com Bolsonaro.

Segundo o deputado, ele conversou com Bolsonaro a respeito de possíveis soluções ao notar que as pessoas poderiam passar fome na pandemia do coronavírus.

“Eu disse: ‘Presidente, nós corremos o risco grave de as pessoas começarem a buscar os estabelecimentos comerciais para buscar alimento, porque eles não têm alimento, eles não têm o que comer’ [sic]. E dessa discussão saiu o auxílio emergencial”, afirmou.

Russomanno ainda criticou indiretamente o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), e o governador João Doria (PSDB), ao dizer que a ajuda na pandemia veio só de Bolsonaro.

“Bolsonaro foi o único que estendeu a mão para essa população. Você conhece algum programa do governo do estado e do município de São Paulo de auxílio emergencial?”, questionou.

Embora não haja um auxílio pago em nível estadual e municipal, há outros programas de ajuda na pandemia, como o pagamento pela prefeitura de alimentação para crianças que faziam suas refeições em creches.

O auxílio emergencial federal, porém, só está garantido até dezembro. O governo Bolsonaro prorrogou o auxílio para mais quatro parcelas, além das cinco já garantidas, mas diminuiu o valor pela metade —de R$ 600 para R$ 300.

O candidato minimizou o fato de que o próprio presidente, a princípio, propôs um auxílio de R$ 200, que só foi ampliado para R$ 600 por iniciativa do Congresso.

“Isso é uma coisa da democracia, senão a gente não precisava ter Congresso. Eu fui um dos que defenderam que precisava ser um pouco mais alto [o valor]”, declarou o postulante.

Russomanno evitou responder se terá o apoio de Bolsonaro e afirmou apenas que são amigos. Nos bastidores, contudo, membros da campanha dão como certo que ele terá um empurrão do presidente e que esse pode ser o seu trunfo na terceira tentativa seguida de chegar à prefeitura.

Bolsonaro já afirmou publicamente que pode participar das campanhas em São Paulo, Santos e Manaus. O presidente atuou a favor de Russomanno ao trazer o PTB para sua vice e esteve com ele em São Paulo duas vezes nos últimos dias.

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Nesta terça-feira, Bolsonaro disse em suas redes sociais que o auxílio emergencial do governo federal, que deve ser pago até dezembro, “infelizmente para os demagogos e comunistas, não pode ser para sempre”.

O presidente fez a afirmação ao reagir às críticas ao financiamento do Renda Cidadã, programa anunciado para substituir o Bolsa Família. Ele disse que a iniciativa é parte dos esforços de seu governo para “se antecipar aos graves problemas sociais que podem surgir em 2021”.

“Eu estou pensando em 2021, pois temos milhões de brasileiros que perderam seus empregos ou rendas e deixarão de receber o auxílio emergencial a partir de janeiro de 2021”, escreveu Bolsonaro.

O presidente disse ainda que nunca se preocupou com reeleição e que não anunciou o programa social na tentativa de aumentar as chances de ser reeleito em 2022.

“Minha crescente popularidade importuna adversários e grande parte da imprensa, que rotulam qualquer ação minha como eleitoreira. Se nada faço, sou omisso. Se faço, estou pensando em 2022”, disse.

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A primeira agenda de campanha de Russomanno, ao aceitar um convite do sindicato dos motoristas de aplicativo, buscou reverter a imagem “anti-Uber” que o candidato construiu em 2016 ao afirmar que o aplicativo atuava na ilegalidade.

“Eu não fui contrário ao Uber, eu nunca fui contrário ao Uber. Eu sou um legalista. […] Na época estavam chegando os aplicativos, não sabíamos como os aplicatovos iriam trabalhar, qual seria o resultado. E o resultado hoje é maravilhoso. É um modal que deu certo”, disse.

Russomanno prometeu aos sindicalistas que, se for eleito, vai buscar intermediar a conversa entre os trabalhadores e as empresas, diante de reivindicações e insatisfações dos motoristas, mas frisou que eles são autônomos e que uma mesa de negociação deve ser transparente e com igualdade entre os dois lados.

“Fiz o compromisso de ser conciliador. Expliquei a eles que não sou intervencionista, pelo contrário. Que o modal de transporte por aplicativo tem sido um sucesso. […] O prefeito precisa sentar e chamar na mesa as plataformas, os motoristas, os motoboys […] e fazer a conciliação”, afirmou.

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