Roraima registra aumento em casos de violência doméstica no primeiro semestre

Monitor da Violência mostra que houve 387 casos de violência doméstica nos primeiros seis meses de 2020, enquanto no mesmo período do ano passado houve 293 casos. Casos de estupro e feminicídio apresentaram queda no estado. Monitor da Violência: assassinato de mulheres cresceu no 1º semestre
Roraima registrou um aumento de 32% nos casos de lesão corporal no contexto de violência doméstica no primeiro semestre de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado. O dado divulgado nesta terça-feira (15) é do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
De janeiro a junho, foram registrados 387 casos de violência doméstica no estado. Enquanto nos primeiros seis meses de 2019, houve registro de 293 casos.
O dado vai na contramão do país que registrou queda de 11% nos casos de lesão corporal no contexto de violência doméstica.
A queda nos registros de lesões corporais e estupros no Brasil impressiona, já que era esperada uma alta com o confinamento. Especialistas afirmam, porém, que se trata de uma subnotificação, isto é, menos denúncias foram feitas em razão das dificuldades impostas pela pandemia.
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METODOLOGIA: Monitor da Violência
Roraima apresentou queda em casos homicídios envolvendo mulheres, feminicídios e estupros consumados. Os dados foram obtidos pelo G1 através da Lei de Acesso à Informação (LAI).
Em casos de estupro consumado, houve uma diminuição de 11%. Foram 49 casos no primeiro semestre deste ano e 55 no mesmo período do ano passado.
Já em casos de estupro de vulnerável consumado, a redução foi de 2%. Enquanto 2020 teve 93 casos nos primeiros seis meses, no ano de 2019, o estado registrou 95 casos.
Nos primeiros seis meses deste ano, houve seis homicídios de mulheres, sendo três casos de feminicídio. Enquanto no primeiro semestre de 2019, foram registros 18 homícidios, com seis casos de feminicídio.
Os números representam quedas de 67% nos casos de homicídios de mulheres e 50% em feminicídios.
Existem diferentes formas de registrar as mortes provocadas por terceiros, a depender da situação e das circunstâncias de cada caso. Quando as vítimas são mulheres, as mortes podem ser classificadas como feminicídios se o crime for motivado pela condição de gênero.
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