‘Risco para nós’: Pompeo critica Rússia por ‘causar problemas’, mas defende diálogo

Mike Pompeo

“No que diz respeito à Rússia e ao G7, quando eles estavam nisso, estavam causando problemas. Fora disso, eles continuam a representar um risco para nós”, afirmou Pompeo em uma coletiva de imprensa.

Pompeo destacou que a administração Trump precisa conversar com a Rússia, mas é o presidente dos EUA quem vai decidir. “[O presidente] decide se quer que ele [Putin] esteja na cúpula [do G7] ou não”, disse Pompeo. “É sua decisão. Certamente deixarei isso para ele. Mas acredito que é absolutamente importante que nós tenhamos compromissos mais frequentes com os russos”, acrescentou.

Pompeo destacou que considera muito importante e apropriado que os EUA sigam tendo um diálogo com a Rússia para convencer Moscou “a mudar algumas das atividades que são inconsistentes com o que os EUA precisam fazer para preservar a segurança e a liberdade para seu próprio povo”.

Moscou estuda possibilidade

O comentário de Pompeo ocorreu depois que o jornal The New York Times publicou um artigo na sexta-feira (26) citando autoridades de inteligência não identificadas que disseram que Trump havia recebido um relatório de inteligência alegando que a Rússia poderia ter pago recompensas a militantes ligados ao Talibã para assassinar tropas dos EUA e da coalizão no Afeganistão.

As autoridades russas negaram as alegações do artigo, classificando-as como falsas e caracterizaram o esforço por trás do artigo como parte das disputas políticas internas nos Estados Unidos.

A próxima reunião do G7 em Washington estava marcada para 10 de junho, mas foi adiada para setembro devido à nova pandemia do novo coronavírus. Trump expressou seu desejo de realizar a cúpula em um formato estendido para incluir os líderes da Rússia, Austrália, Coreia do Sul e Índia.

Na sexta-feira (26), o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, disse que Moscou está considerando a proposta de Trump de convidar Moscou para a cúpula do G7. Ryabkov observou que, em geral, a Rússia priorizou outros formatos, incluindo o G20 e o BRICS, como os formatos mais democráticos e inclusivos.

A Rússia ingressou no Grupo dos Sete em 1998, tornando-o G8 até 2014, quando outros países membros se reuniram em Bruxelas, em vez de Sochi, devido a divergências com Moscou sobre a crise ucraniana e a reunificação da Crimeia.

COM AGÊNCIAS