Reino Unido diz ter certeza de que Rússia tentou hackear dados de pesquisas de vacina contra Covid-19


Embaixador russo em Londres, Andrei Kelin, negou acusações. Foto de 16 de março mostra voluntário recebendo injeção durante fase de testes de potencial vacina contra a Covid-19 da empresa Moderna, em Seattle, nos EUA

O chefe da diplomacia britânica, Dominic Raab, declarou neste domingo (19) que está “absolutamente seguro” do envolvimento da Rússia em ataques cibernéticos para roubar dados sobre uma vacina contra o coronavírus.
Reino Unido, Estados Unidos e Canadá acusaram na quinta-feira (16) um grupo de hackers russos, operando “quase certamente no âmbito dos serviços de inteligência russos”, de atacar organizações britânicas, canadenses e americanas para roubar os resultados de sua pesquisa sobre o desenvolvimento de uma vacina contra o Sars-Cov-2.
Três países acusam a Rússia de tentar roubar dados sobre vacinas contra a Covid
“Estamos absolutamente certos de que as agências de inteligência russas se envolveram em um ataque cibernético (…) para sabotar ou tirar proveito da pesquisa e desenvolvimento” de uma vacina, disse Raab à emissora Sky News.
“No momento em que o mundo está se unindo para tentar conter a Covid-19, especialmente para encontrar uma solução global de uma vacina, acho que é um tanto escandaloso e repreensível que o governo russo se envolva nessas atividades”, acrescentou.
“Vamos responsabilizar a Rússia e trabalhar para tornar o mundo consciente da natureza de seus atos nefastos”, enfatizou.
Moscou nega
As acusações foram rejeitadas pelo embaixador russo em Londres, Andrei Kelin. Para ele, é impossível atribuir atos de pirataria informática a um país específico.
“Não acredito nessa história, não tem absolutamente nenhuma importância”, disse ele em entrevista à BBC neste domingo, acrescentando que ouviu pela primeira vez sobre esses hackers na mídia britânica.

Com Agências

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