Regionais do Baixo e Alto Acre mudam para fase laranja e podem iniciar reabertura de comércio


Avaliação do Pacto Sem Covid foi apresentada na tarde desta segunda (20) pela equipe do governo. Comitê de combate e prevenção à Covid-19 apresentou avaliação do Pacto Acre Sem Covid nesta segunda

O Pacto Acre Sem Covid reclassificou as regionais do Baixo e Alto Acre, que estavam na fase vermelha, de emergência, para a de alerta, sinalizada pela cor laranja. O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira (20) pela equipe do governo do estado. A avaliação manteve as regionais do Vale do Juruá e Tarauaca/Envira na fase de alerta.
Com isso, a capital acreana, Rio Branco, que fica no Baixo Acre, pode iniciar o plano de reabertura das atividades comerciais, com restrições e seguindo os protocolos sanitários. A regional do Vale do Juruá e Tarauacá/Envira mudou para fase de alerta no último dia 6.
A mudança de fase ocorre quando o Acre atingiu 17.462 mil casos de Covid-19. O número de mortes subiu de 460 para 465 também nesta segunda.
Na segunda avaliação do pacto, feita entre os dias 5 e 18 de julho, o comitê que acompanha os casos nas cidades anunciou que todo Acre passa para a fase de alerta, representada pela cor laranja.
O que pode reabrir
Na fase laranja, lojas de móveis, eletrodomésticos, eletrônicos, comunicação, informática, áudio, vídeo e colchoarias podem reabrir seguindo protocolos sanitários: a capacidade limitada a 30% do total, além de delivery e drive-thru.
Também podem reabrir as lojas de materiais de construção, empresas e obras do ramo da construção civil e demais estabelecimentos como olaria, cerâmicas, serraria, marcenarias marmoraria seguindo os protocolos de 30% e todas as medidas de distanciamento e higienização.
Bares e estabelecimentos similares também podem funcionar nessa fase, mas, exclusivamente, com atendimento delivery ou drive thru. A medida também vale para os restaurantes, pizzarias, lanchonetes, sorveterias e similares que também podem funcionar somente com delivery e/ou drive-thru.
As fases são definidas por bandeiras, há ainda: a de atenção, classificada pela cor amarela, e cuidado na cor verde.
Regiões:
Alto Acre: Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri
Baixo Acre e Purus: Acrelândia, Bujari, Capixaba, Jordão, Manoel Urbano, Plácido de Castro, Porto Acre, Rio Branco, Santa Rosa do Purus, Sena Madureira e Senador Guiomard;
Juruá e Tarauacá/Envira: Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Rodrigues Alves e Tarauacá.
“Temos a retomada gradual e responsável das atividades comerciais. É importante destacar que quando flexibilizo não é um relaxamento. Sempre devemos imaginar que quanto mais a gente flexibiliza mais rígido temos que ser em relação às medidas sanitárias. Quanto mais flexibilizamos mais aglomeração vai se ter por conta do movimento das atividades comerciais, então, nesse caso o meu cuidado de ter um distanciamento adequado entre as pessoas, higienização de mãos e outras medidas sanitárias precisam ser redobrados”, destacou a coordenadora do Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19, Karolina Sabino.
A profissional explicou que as avaliações levaram em consideração sete indicadores, entre eles números de mortes, leitos de enfermaria e UTI ocupados, isolamento social e outros, que formam um conjunto para chegar a uma soma e fazer a reclassificação de fase.
Sobre as regionais que mudaram de fase, a do Baixo Acre teve uma redução de ocupação nos leitos de UTI de 8,7% e dos leitos clínicos de 12,16% de uma semana para outra. Segundo Karolina, essa melhora é atribuída à disponibilização de leitos para os pacientes, como por exemplo no Hospital Santa Juliana que aumentou o número de leitos na capital acreana.
Já a Regional do Alto Acre teve uma elevação na ocupação dos leitos clínicos de 32%.
“Temos um cenário onde, realmente, a taxa de isolamento social não tem tido mudança. É importante falar para que a população se esforce nesse processo de entender de que há uma necessidade de se resguardar, de fato fazer acontecer o isolamento social para que a gente possa controlar a proliferação viral. Isso é muito importante, ter as medidas sanitárias, quem puder se isolar que se isole”, recomendou.
Vigilância reforçada
O promotor de Saúde do Acre, Glaucio Ney Oshiro, do Ministério Público Estadual (MP-AC), detalhou a necessidade, a partir da reclassificação do estado, de criar estratégias para garantir a vigilância e o cumprimento das medidas de combate e prevenção à doença.
“Essa vigilância precisa ser muito mais robusta do que vem sendo trabalhada e não permitir que a gente retroceda no cenário epidemiológico e poder cumprir todas as recomendações do Ministério da Saúde, especialmente da Organização Mundial de Saúde, que é fazer a vigilância por meio do isolamento. É fundamental traçar isso com os municípios”, argumentou.

Com Agências

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