Rede municipal de saúde vai prescrever uso da hidroxicloroquina

Na última semana, a cidade recebeu 9,5 mil doses do medicamento. / foto Marcelo Casal/Agencia Brasil

Novo epicentro da Covid-19 em Santa Catarina, Joinville vai prescrever o uso da hidroxicloroquina na rede municipal de saúde. Na última semana, a cidade recebeu 9,5 mil doses do medicamento. A expectativa é a de que a secretaria de saúde receba mais 20 mil doses do ministério saúde nos próximos dias.a

A secretaria municipal ainda está verificando quais serão os protocolos que o médico deverá seguir para receitar o tratamento com a cloroquina. O paciente que vai buscar o atendimento no posto de saúde, deverá estar com os sintomas da Covid-19. Após consulta, o médico vai avaliar o quadro clínico do paciente para iniciar, ou não, o tratamento com a hidroxicloroquina.

Durante sessão na câmara de vereadores no início do mês, o secretário de saúde, Jean Rodrigues,  esclareceu que o uso e prescrição de qualquer medicamento está subordinado à avaliação médica, deve seguir critérios clínicos e que pacientes em uso de cloroquina e hidroxicloroquina devem estar submetidos a monitoramento constante, com a realização de vários exames laboratoriais e complementares, como eletrocardiograma e tomografia, por exemplo.

Coronavírus: conheça os efeitos colaterais da cloroquina e hidroxicloroquina

Dentre os mais comuns, estão dor de cabeça, enjoo, vômitos, diarreia, dor de barriga, coceira, irritação e manchas avermelhadas na pele. Há relatos também de confusão mental, convulsões, queda da pressão sanguínea, alterações no electrocardiograma, visão dupla ou borrada, miopatia, arritmia e sangramento – este último quando combinado com outros fármacos, como anticoagulantes.

Além disso, o consumo prolongado pode também causar danos aos olhos, como alterações visuais e até perda de visão. Apesar da incidência baixa, estudos de caso mostram que as drogas podem afetar a mácula e a retina de maneira irreversível.

Um desses trabalhos apresentou o relato de caso de uma paciente, de 67 anos, com lúpus eritematoso sistêmico. A idosa utilizou cloroquina e hidroxicloroquina por 10 anos e 6 anos, respectivamente, e parou o consumo há 5 anos. Ela apresentou problemas como fotofobia e lesão na mácula em ambos os olhos mesmo depois da pausa.

Já outro estudo analisou o caso de uma paciente de 44 anos, portadora de artrite reumatoide há 19 anos. Ela usou fosfato de cloroquina durante dois períodos de 4 e 3 anos, intercalados por um período de 8 anos em que consumiu methotrexate. Ao final da segunda fase de uso de cloroquina, a paciente também apresentou danos na mácula.

Porém, a incidência de danos na retina e na mácula são baixíssimas. Por isso, é fundamental o uso desses medicamentos com prescrição e acompanhamento médico.

Com Agências

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