Quatro senadores retiram apoio à criação da CPI para investigar queimadas e desmonte ambiental


Retiraram assinaturas os senadores Wellington Fagundes (PL-MT), Plínio Valério (PSDB-AM), Lasier Martins (Pode-RS) e Luiz do Carmo (MDB-GO). Foto mostra jacaré morto em uma área queimada do Pantanal em Poconé (MT), no dia 31 de agosto.
Amanda Perobelli/Reuters
Quatro senadores retiraram suas assinaturas do pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Crise Ambiental.
Os senadores que retiraram o apoio à CPI são: Wellington Fagundes (PL-MT), Plínio Valério (PSDB-AM), Lasier Martins (Pode-RS) e Luiz do Carmo (MDB-GO).
O pedido de criação da CPI foi apresentado na quarta (23) e a sua instalação depende agora da autorização do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Apesar da exclusão dos quatro nomes da lista, a pedido ainda conta com 27 assinaturas, número mínimo exigido para a criação de uma CPI.
Ministro do Meio Ambiente defende passar ‘a boiada’ e ‘mudar’ regras enquanto atenção da mídia está voltada para a Covid-19
Pantanal tem maior número mensal de focos de incêndios na história
Área queimada no Pantanal em 2020 supera em 10 vezes a área de vegetação natural perdida em 18 anos
Amazônia tem aumento de 68% nos alertas de desmatamento em agosto, diz Imazon
O recolhimento das assinaturas foi capitaneado pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), coordenadora da Frente Ambientalista no Senado. Segundo Eliziane, o objetivo é investigar o “desmonte da governança ambiental” no Poder Executivo, além das queimadas na Amazônia e no Pantanal.
Senado reúne número mínimo de assinaturas para CPI sobre queimadas e desmonte ambiental
O senador Wellington Fagundes, um dos que retirou a assinatura do pedido de criação da CPI, disse tomou a decisão para ter “isenção”, já que ele preside uma comissão externa do Senado que acompanha os incêndios no Pantanal.
Nesta quinta-feira (24), Fagundes acompanhou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em sua visita à cidade de Poconé (MT), uma das regiões mais afetadas pelas queimadas no Pantanal.
Luiz do Carmo foi no mesmo sentido e afirmou que já há essa comissão externa para acompanhar o tema. Conforme o parlamentar, a CPI teria um “viés político”.
Lasier Martins justificou que optou pela saída da lista por questões da frente de agricultura do Rio Grande do Sul, da qual participa. Ele também é membro da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) da Casa.
Plínio Valério explicou que é autor de uma outra CPI, para investigar a atuação de Organizações Não Governamentais (ONGs) “fantasmas e de fachada” na Amazônia e a destinação dos recursos Fundo Amazônia. “Já tenho um pedido de CPI e a da Eliziane vai em caminho oposto a minha. Estaria sendo incoerente, trabalhando contra minha comissão”, esclareceu.
A Comissão Parlamentar de Inquérito proposta pelo senador foi lida em plenário. Resta indicação dos membros, pelos líderes partidários, para criação do colegiado.
O objetivo também seria apurar causas da ampliação dos índices do desmatamento na Amazônia Legal, analisar os motivos e impactos da paralisação do Fundo Amazônia e investigar a liberação de recursos públicos para ONGs e Organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips).

Gostou deste blog? Por favor, compartilhe :)

https://jornaltijucas.com.br/feed/
Seguir por E-mail
YOUTUBE
Leitores On Line