Quando teremos rios limpos?

Gosto de iniciar os meus artigos com perguntas. Elas nos levam a buscar respostas. Como são artigos de opinião que me deslocam da vida acadêmica, embora tragam ciência para a população, tenho sempre a intenção de causar reflexão nos leitores. Somente refletindo sobre o que temos ao nosso redor podemos compreender o nosso papel na sociedade e no planeta. Somos pequenos neste mundo. Apenas utilizamos este pedaço de terra por algumas décadas e deixando para nossos descendentes o nosso legado.

Mas e os rios? São artérias de nosso território. Os pequenos alimentam os grandes e em algum momento encontrarão o mar. Ouvimos de nossos avós história de banhos e pescaria em riachos que hoje vemos lixo e sentimos odores nada agradáveis. Temos “matado” os rios já em suas nascentes. Cortamos a vegetação próxima das águas. Condenamos o nosso futuro desta maneira. Lá no ensino fundamental ouvi certa vez sobre a importância das matas ciliares que atuam protegendo os rios assim como os cílios protegem os nossos olhos. Isto me marcou e foi didático a ponto de toda vez que observo esta vegetação lembro de minha professora na aula.

Enquanto não tivermos todas as casas com o seu esgoto ligado na rede que o levará até uma Estação de Tratamento teremos rios poluídos e sem vida. Enquanto não recuperarmos as matas ciliares e as nascentes teremos rios poluídos e sem vida. Enquanto não nos dermos conta que estamos apenas de passagem no planeta teremos rios poluídos e sem vida.

Rios limpos são indutores de saúde. Diversas doenças gastrointestinais infecciosas, febre amarela, dengue, leptospirose, malária e esquistossomose são causadas devido a falta de saneamento básico. Milhões de reais são gastos anualmente no tratamento destas doenças enquanto o correto seria gastar esta quantia na preservação de nascentes e rios. Seria um passo para nos aproximar da fala de nossos avós de que sempre é melhor prevenir do que remediar.

Com Agências

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