Promotor diz ter convicção de que marido de Rozalba é coautor do crime

O promotor Alexandre Carrinho Muniz, responsável pelo inquérito que investiga a morte de Flávia Godinho Mafra, diz não ter dúvidas sobre a participação do marido de Rozalba Grimm, como coautor do crime. Ele afirma que o inquérito não deixa dúvidas sobre a participação do homem no crime bárbaro registrado em Canelinha. Nos interrogatórios Rozalba relatou […]

O promotor Alexandre Carrinho Muniz, responsável pelo inquérito que investiga a morte de Flávia Godinho Mafra, diz não ter dúvidas sobre a participação do marido de Rozalba Grimm, como coautor do crime. Ele afirma que o inquérito não deixa dúvidas sobre a participação do homem no crime bárbaro registrado em Canelinha.

Nos interrogatórios Rozalba relatou que o companheiro não havia participado e não sabia dos planos para matar Flávia e roubar o bebê. O promotor não acredita nessas alegações. Ao portal VipSocial, Alexandre relata que o inquérito encaminhado pela polícia, traz convicção de que o marido tinha ciência dos planos da mulher, logo, ele é coautor. Ele aderiu à conduta dela pela prática de feminicídio.

O promotor reforça que, apesar de o homem, de 44 anos, ter ciência da conduta, das circunstâncias e concordar com isso, ele não participou do assassinato. Para Carrinho Muniz, a convicção do MPSC para o envolvimento do acusado, é o fato de suas afirmações “fugirem” do processo natural de uma gravidez.

O marido disse para a polícia que sabia da gravidez dela entre outubro e novembro do ano passado. “O fato dele ser casado com ela e não ter participado de um exame durante a gravidez, por exemplo, foge da conduta natural. O comum é o marido ver a barriga da mulher crescendo, indo com ela numa consulta e acompanhando a gravidez”, fala o promotor.

Alexandre afirma que a criminosa tinha tanta consciência do que fez, que levou objetos da vítima para a casa e escondeu, como o telefone celular. É um sinal de que sabia ter feito errado. Rozalba Grimm e o marido estão presos e denunciados por homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado (bebê), ocultação de cadáver, parto suposto, subtração de incapaz e fraude processual. Somadas, as penas mínimas chegam a 36 anos de prisão.

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