Projeto usa armadilhas fotográficas para estudar a fauna em Florianópolis

A Mata Atlântica compõe grande parte do território de Florianópolis, com uma vasta variedade de animais silvestres e espécies de plantas nativas. Pensando nisso, um grupo de pesquisadores desenvolveu o Projeto Fauna Floripa, com o intuito de estudar a fauna e a flora da capital. Iniciado em outubro de 2019, através da parceria da Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis) e UFSC, e mais recentemente com o IMA (Instituto do Meio Ambiente), o projeto buscava realizar o levantamento de espécies de aves e mamíferos na Ilha de Santa Catarina.

Com a evolução dos estudos, hoje também é feito o levantamento de anfíbios e répteis e a análise do ecossistema em geral, incluindo o monitoramento da flora. Foram instaladas câmeras de monitoramento em áreas estratégicas de vegetação. As chamadas “armadilhas fotográficas” contribuem para a elaboração de estratégias de conservação a longo prazo, tornando possível a possibilidade da reintrodução da fauna nativa, prejudicada pelo intenso processo de ocupação humana em Florianópolis.

Em 10 meses de atividade, o Fauna Floripa já registrou diversos animais silvestres, como o cachorro-do-mato, gavião-pombo-pequeno, gambás, macacos prego, rãs e pacas. No fim do ano passado, um Macuco foi filmado na Ilha após 20 anos. A ave chegou a ser cogitada como extinta na região pelos pesquisadores.

– Ficamos muito felizes em saber que o macuco ainda está andando por nossas matas graças às políticas ambientais de conservação e fiscalização praticada por nossos parceiros -, aponta Barbara Lima, estudante de Ciências Biológicas da UFSC e participante do Projeto na área de análises dos dados de Mastofauna e de divulgação científica.

Camila Ayroza é estagiária de biologia no Departamento de Unidades de Conservação da Floram e faz parte do Projeto. Para ela, essas ações são fundamentais na sua formação profissional.

– Esse projeto é considerado um modelo pioneiro dentro do município. Tive a oportunidade de participar de diversas etapas desde a sua idealização até as idas a campo, e sem dúvidas, são experiências que me enriquecem profissionalmente cada dia mais -,  comenta.

(Foto: UFSC / Floram / divulgação)(Foto: UFSC / Floram / divulgação)

No projeto estão pesquisadores do Departamento de Unidades de Conservação da Floram, da Diretoria de Biodiversidade e Florestas do IMA e dos Departamentos de Ecologia e Zoologia, e de Geociências da UFSC. Os vídeos captados pelas armadilhas fotográficas são periodicamente postados nas redes sociais do grupo.r

Gostou deste blog? Por favor, compartilhe :)

https://jornaltijucas.com.br/feed/
Seguir por E-mail
YOUTUBE
Leitores On Line