Projeto do IFSC de Gaspar é finalista em prêmio nacional

Projeto do IFSC de Gaspar é finalista em prêmio nacional

04/09/2020
Projeto do IFSC de Gaspar é finalista em prêmio nacional

‘A paisagem do campo magnético’. Esse é o título do projeto interdisciplinar desenvolvido por estudantes do IFSC de Gaspar e que é finalista do prêmio ‘Arte na Escola Cidadã’. Único projeto selecionado da região Sul do Brasil, ele fala sobre nanotecnologia e envolve professores de diferentes áreas de conhecimento como Química, Artes, Informática, Biologia, Sociologia, História, Geografia, Matemática e Linguagens.

Tudo começou com um projeto de extensão do professor de Química Watson Beck Júnior em unidades de ensino de Gaspar, Blumenau e Ilhota. “Os estudantes produziam ferrofluido em laboratório, a partir de reagentes químicos. Faziam as nanopartículas e passavam para um meio líquido que, na presença de um campo magnético, apresentam grande magnetização”, descreve. Ele conta ainda que eram utilizados pigmentos coloridos que permitiam a criação de imagens. “Eu fotografei algumas delas e apresentei para a professora de Artes do IFSC. Então, nós resolvemos propor um trabalho com os estudantes”.

Para entender todo esse processo, a professora responsável pela disciplina de Artes, Fernanda Maria Trentini Carneiro, também foi para o laboratório de Química produzir ferrofluido e buscar referência de como a arte trabalha a nanociência. “Elaboramos um roteiro em que os estudantes tinham que sintetizar o ferrofluido, visualizar o campo magnético e registrar em fotografias. Eles tinham ainda que produzir materiais acessíveis e, por isso, precisavam reproduzir as imagens em materiais de alto relevo, legendas em braile, inglês e espanhol”.

Além disso, foi necessário produzir vídeos em que tinham que explicar todo processo e fazer a audiodescrição. Esses materiais foram utilizados em uma exposição realizada no Câmpus, durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada em outubro do ano passado. De acordo com Fernanda, foram dois meses de elaboração e um grande desafio. “Os alunos foram os protagonistas em todo esse processo, nós enquanto professores atuamos mais como mediadores. Eles construíram cada etapa e precisavam a todo momento pensar em como expor isso”, conclui.

 

Edição 1976

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