Projeções indicam aumento significativo de mortes por covid-19 na Grande Florianópolis, diz professor da UFSC

Para ele, apenas as atividades essenciais poderiam funcionar na capital

Florianópolis teve aumento dos casos de covid-19

Florianópolis teve aumento dos casos de covid-19

(Foto: Diórgenes Pandini/Arquivo NSC Total)

O aumento do número de casos de coronavírus em Santa Catarina nos últimos dias pode impactar na situação sanitária e econômica do estado durante o verão. O alerta é do chefe do Departamento de Saúde da UFSC Fabrício Menegon em entrevista à NSC TV nesta terça-feira (27). 

Os dados mais recentes apontam que a Grande Florianópolis pode ter aumento de mortes nas próximas semanas. Para o professor, para frear a pandemia na capital, apenas as atividades essenciais poderiam funcionar.

Nos últimos 10 dias, o número de casos ativos de covid-19 cresceu em 36% em todo o estado. A situação mais crítica é a da Grande Florianópolis, onde há 4.164 pessoas em tratamento.

– Florianópolis, que no começo da pandemia serviu de exemplo para diversas cidades catarinenses e brasileiras, não vem fazendo um bom trabalho. O que falta, na verdade, é o empenho do poder público em fazer realmente o enfrentamento – afirmou.

Para o professor, os municípios aguardam um posicionamento do Estado para adotar medidas eficientes para conter a pandemia. Caso contrário, a situação tende a se agravar.

– As projeções mostram que nas próximas quatro semanas teremos um aumento significativo no número de óbitos. Algo na casa de 100 óbitos, se as projeções se confirmarem. Nós tivemos já, da semana passa para esta, um aumento de 14 óbitos na Grande Florianópolis, que foi três vezes maior do que o observado nas outras regiões do estado – alertou.

Segundo Fabrício Menegon, se a estratégia de enfrentamento da pandemia não for alterada, o verão pode ter grandes desafios do pondo de vista sanitário e econômico.

– A situação ideal seria que a prefeitura de Florianópolis, principalmente, fizesse novamente o que fez no começo do enfrentamento, mantivesse apenas as atividades essenciais funcionando – afirmou. 

– Distanciamento social e adoção de medidas individuais como uso de máscaras, o ficar em casa deve ser valorizado mais do que nunca. Essa seria a polícia ideal, não há nada de novo no cenário do enfrentamento que nos diga que podemos voltar à normalidade – explicou.

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