Profissionais ensinam a fazer autoexame para alertar sobre câncer de boca e garganta

Profissionais e instituições de saúde aproveitam o mês de julho – o Julho Verde, dedicado à prevenção do câncer de boca e garganta – para alertar sobre a importância do diagnóstico precoce feito por especialista na área, mas, neste ano, com as restrições impostas pela pandemia, é importante saber identificar alguns sinais destes tipos de câncer, por meio de autoexame, para se prevenir.

Especialistas do Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC), explicam que o autoexame não exclui a necessidade de diagnóstico feito por profissional competente, mas é possível, em casa, ficar atento a determinados sinais de alerta. 

O cirurgião-dentista Marcus Azevedo Setally, estomatologista do Núcleo de Odontologia Hospitalar do HU, explica que, para fazer o auto-exame, a pessoa deve ficar, preferencialmente, de frente para um espelho, sob luz natural (iluminação solar) e analisar bochechas, língua, assoalho (parte de baixo da boca), palato (céu da boca) e lábios, observando-se sobre a iluminação natural (luz solar). “Deve-se buscar a presença de alterações em forma de feridas ou nódulos (caroços) que persistem por mais de 14 dias sem a redução dos sinais e sintomas”, explica o cirurgião-dentista.

Profissionais da área de Fonoaudiologia acrescentam a necessidade de observar sinais como rouquidão e inchaço na região da garganta, tosse ou situação de engasgo ao ingerir, sensação de alimento parado na garganta, perda de peso sem motivo aparente. “São sinais de que é preciso procurar um fonoaudiólogo”, alerta a professora Cláudia Tiemi Mitiuuti, do ambulatório de Estomatologia do HU, que divulgou um vídeo com orientações sobre o assunto.

Estes sinais não indicam, necessariamente, que a pessoa tem câncer, mas que deve ficar alerta e procurar, nestes casos, um especialista da área. Estão habilitados a fazer este diagnóstico profissionais como o cirurgião-dentista, o fonoaudiólogo, o cirurgião de cabeça e pescoço, o otorrinolaringolista e o estomatologista (especialista em doenças da boca e estruturas anexas), entre outros, segundo acrescentou a professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Liliane Janete Grando, integrante do Núcleo de Odontologia Hospitalar do HU.

Risco é maior para tabagistas

Marcus Setally explicou que há alguns fatores que aumentam o risco de câncer de boca, como o hábito de fumar, principalmente se associado ao consumo de bebida alcoólica. Além disso, alguns vírus, como o HPV, estão associados ao câncer de boca. Já a exposição frequente à radiação solar é fator de risco para os casos de câncer de lábios.

O Julho Verde é organizado todos os anos pela Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG) e várias instituições, visando a informar sobre o câncer de cabeça e pescoço, falando da promoção da saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação deste agravo que tem como principais fatores de risco o tabagismo, o consumo de álcool e as infecções por HPV.

No HU, a campanha está sendo conduzida pela Unidade Cérvico-facial, por meio dos serviços de Odontologia Hospitalar, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e pelo Curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Uma das atividades organizadas no HU é o VII Fórum de Discussão em Diagnóstico Bucal da UFSC está marcado para 27 de julho – Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço – com a participação de três convidados. O link para acesso ao fórum será liberado nas próximas semanas.

Unidade de Comunicação Social/Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago (HU-UFSC)

Com Agências

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