Profissionais e órgãos ligados à saúde reagem às declarações de Bolsonaro sobre ações de combate à pandemia

O Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde rebateu o discurso de Bolsonaro na ONU sobre as ações do governo na pandemia. Presidente também falou sobre o auxílio emergencial dado pelo governo. Profissionais e órgãos ligados à saúde reagem à fala de Bolsonaro sobre combate à pandemia
Profissionais e órgãos ligados à saúde reagiram às declarações do presidente sobre as ações de combate à pandemia.
O presidente Jair Bolsonaro estava reunido com ministros e parlamentares aliados. Parou tudo para assistir à transmissão do discurso gravado. O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, postou a foto em rede social e escreveu: “Senti um orgulho muito grande de pertencer a esse time”.
O senador Jorginho Mello, do PL, também elogiou: “Que bom ver nossa economia apresentada tão positivamente na ONU, mesmo diante de um cenário de pandemia. O presidente atribui o resultado a medidas como o auxílio emergencial e o socorro ás microempresas”.
A líder do PCdoB, Perpétua Almeida, classificou de inverdades as declarações sobre o combate à Covid: “Omitiu o descaso que tratou as mais de 137 mil mortes por coronavírus e passou o problema para o Supremo, governadores e para a própria imprensa”.
O Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde rebateu o discurso de Bolsonaro sobre as ações do governo na pandemia. Destacou que: “Longe de afastar a competência da União, o Supremo Tribunal Federal apenas decidiu que estados e municípios têm o direito de planejar e executar as medidas de enfrentamento à grave pandemia de Covid-19 no Brasil. Infelizmente, o país ainda se ressente de uma coordenação nacional para o enfrentamento da doença, o que obviamente não se dá apenas com envio de insumos e recursos”.
No discurso, Bolsonaro também falou sobre o auxílio emergencial dado pelo governo na pandemia: “Concedeu auxílio emergencial em parcelas que somam aproximadamente US$ 1.000 para 65 milhões de pessoas, o maior programa de assistência aos mais pobres no Brasil e talvez um dos maiores do mundo”.
O número de beneficiários está correto, mas Bolsonaro exagerou no valor pago a cada um deles. A quantia básica entre abril e agosto foi de R$ 600. A partir de setembro, houve redução para R$ 300. O total previsto é de R$ 4.200 até dezembro para quem receber todas as parcelas.
Pela cotação do dólar, o valor total citado pelo presidente em reais seria de R$ 5.470. Esse valor será recebido pelas mulheres sozinhas e chefes de família, que tiveram o direito a R$ 1.200 nas primeiras parcelas. Muitos não conseguiram se inscrever desde o início do programa e não chegaram ao teto dos pagamentos.
A pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcomo disse que, além de lembrar a importância da ajuda emergencial, Bolsonaro poderia ter ressaltado as ações dos pesquisadores e das empresas.
“A grande participação que a iniciativa privada teve, pela primeira vez se observou um novo voluntariado no Brasil. E o segundo ponto é uma enorme participação da ciência brasileira com uma capacidade de trabalho mesmo em condições muitas vezes adversas. Eu acho que são dois pontos muito positivos e que poderiam ter sido mencionados”, disse a pesquisadora.

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