Previsão indica que nuvem de gafanhotos chegará ao RS na quarta-feira

Técnicos da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Estado prevê que a nuvem de gafanhotos que está na província de Corrientes, na Argentina, poderá chegar ao Rio Grande do Sul na próxima quarta-feira (22).  O movimento migratório dos insetos foi impulsionado pela onda de calor que atingiu a região no último fim de semana. Até a manhã desta segunda-feira (20), estima-se que a nuvem esteja entre 120 km e 130 km da fronteira brasileira – do município gaúcho de Barra do Quaraí.

Previsão indica que nuvem de gafanhotos chegará ao RS na quarta-feira

O tempo quente e seco, favorável para a movimentação dos insetos, deve permanecer na região até a próxima quinta-feira (23). Em comunicado, a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul informa que aumentou a vigilância sobre a possível entrada da nuvem no Estado. “Com essa condição climática, precisamos estar preparados”, afirmou o chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da pasta, Ricardo Felicetti.

Ele também disse que a secretaria está apreensiva, mas preparada para o caso de uma eventual ocorrência da praga no Estado com um plano operacional de emergência. A eventual chegada dos insetos poderia afetar a área destinada às culturas de inverno e à pastagem.

O Senasa (Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina) informa que a nuvem de gafanhotos ainda restante no país permanece na província de Corrientes. Apesar da menor velocidade de movimentação, o Senasa não afasta a possibilidade de um novo deslocamento dos insetos, em virtude do aumento da temperatura na região desde o último domingo (19). Em um possível novo voo, os insetos poderiam se deslocar para a província de Entre Ríos – fronteira com o Brasil.

Conforme o levantamento do Senasa, a área ocupada pelos gafanhotos abrange um perímetro de 2,7 quilômetros em 36 hectares. Estima-se que a nuvem tenha 400 milhões de insetos. Em seu comunicado mais recente, publicado no sábado (18), o Departamento relatou que técnicos do governo argentino realizaram uma nova aplicação de inseticidas sobre a nuvem.

Com Agências