Presidente do INSS admite que faltou planejamento na reabertura das agências

Diante do caos na maioria das agências, Leonardo Rolim começou o dia pedindo desculpas em uma entrevista para a GloboNews. Presidente do INSS admite que faltou planejamento na reabertura das agências
O presidente do INSS admitiu que faltou planejamento para a reabertura das agências.
Diante do caos na maioria das agências, Leonardo Rolim começou a segunda-feira (14) pedindo desculpas em uma entrevista para a GloboNews.
“Nós avisamos as pessoas que as perícias agendadas para hoje teriam que ser reagendadas, nem todos infelizmente conseguiram a tempo receber a informação. Nós mandamos por SMS, pelo Meu INSS e por e-mail, mas aproveito a oportunidade e peço desculpas às pessoas que foram às agências e não conseguiram receber a informação a tempo ou não temos algum acesso a algum meio de comunicação com essas pessoas”, explicou.
Segundo os cálculos do próprio INSS, cerca de sete mil pessoas podem ter sido prejudicadas só nesta segunda-feira (14). As perícias são necessárias para permitir que trabalhadores recebam auxílio, retornem ao trabalho ou consigam a aposentadoria.
O governo não informou quando o atendimento será normalizado, disse apenas que será o mais brevemente possível.
O presidente do INSS disse que as perícias médicas vão continuar suspensas, em todo o país, pelo menos até quarta-feira (16) porque dependem das inspeções nos consultórios – que os peritos alegam não ter segurança nesse momento.
Não adianta nem ir à uma agência do INSS na terça-feira (15). Quem tem perícia agendada, vai ter de remarcá-la por meio do número 135 ou do aplicativo Meu INSS.
“Amanhã nós vamos começar as inspeções para reabrir as perícias. Eu peço que as pessoas tenham um pouco de paciência. Os demais serviços presenciais, estão funcionando normalmente e muito em breve a perícia retomará os seus serviços e nós voltemos à normalidade no INSS”, disse.
Segundo Leonardo Rolim houve falha na comunicação do instituto com a Secretaria de Perícia Médica Federal.
“Houve, digamos, um problema de comunicação entre o INSS, a SPMF, de fato, essa inspeção, ela ficou muito em cima da data de reabertura. Eu reconheço a falha da nossa parte e assumo a responsabilidade por isso, peço publicamente desculpas para as pessoas pelos problemas que ocorreram”, explicou.
Sobre as dificuldades para acessar o 135 e o aplicativo Meu INSS, o presidente do instituto disse que isso ocorreu por causa da grande procura. Ele recomenda que – antes de sair de casa os segurados se informem na internet.
Depois de cinco meses com agências fechadas, a fila de espera no INSS é gigante. São mais de 750 mil pedidos de auxílio-doença ainda sem perícia. Outros 906 estão parados por falta de alguma informação ou documento dos segurados. E quase 400 mil pedidos de benefício de prestação continuada para idosos e deficientes de baixa renda também estão pendentes.
A especialista Adriane Bramante afirma que faltou planejamento.
“Nós tivemos quase seis meses de agências fechadas, então deu tempo para se planejar, para adotar os equipamentos de proteção individual, para ter, claro, todas as medidas de segurança da OMS, os equipamentos, álcool em gel, os tapetes sanitizantes e todas as medidas preventivas para que não só os servidores, mas também a população não fosse prejudicada. Então deu tempo suficiente para que isso pudesse ser agilizado. E não é o que nós estamos vendo na verdade”, avalia.
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