Presidente da Colômbia de 2010 a 2018, Juan Manuel dos Santos cumprimenta líder das Farc Rodrigo Londono em ato no qual foi entregue escultura “Cultivando a paz”

Oito ex-comandantes das guerrilhas desmobilizadas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)  pediram perdão, nesta segunda-feira (14), por sequestros cometidos pelo grupo rebelde durante o conflito armado no país. Segundo eles, os episódios se trataram de “um erro grave”.

Essa é a primeira vez, desde o acordo de paz que as Farc assinaram com o governo colombiano em novembro de 2016, que um grupo de ex-comandantes, incluindo o ex-líder Rodrigo Londono, conhecido pelo nome de guerra ‘Timochenko’, pede desculpas e assume erros.

“Estamos aqui para pedir perdão publicamente a todas as nossas vítimas e suas famílias do fundo de nossos corações”, diz o comunicado oficial. O partido preservou suas iniciais espanholas depois de mudar seu nome para Força Comum Alternativa Revolucionária. “Os sequestros foram um erro grave pelo qual só podemos nos desculpar”, afirmaram.

O governo da Colômbia e grupos de direitos humanos acusam os guerrilheiros desmobilizados de terem sequestrado milhares de civis e membros das forças armadas durante a participação dos rebeldes em um conflito de mais de 50 anos que deixou 260.000 mortos e milhões de desabrigados.

Farc é hoje um partido político na Colômbia

Farc é hoje um partido político na Colômbia

Foto: Instagram/ Reprodução

Juan Manuel dos Santos e Rodrigo Londono

Presidente da Colômbia de 2010 a 2018, Juan Manuel dos Santos cumprimenta líder das Farc Rodrigo Londono em ato no qual foi entregue escultura “Cultivando a paz”

Foto: Instagram/ Reprodução

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