Prefeitura de SP anuncia início de atendimento à população de rua no Hospital Municipal da Bela Vista


Unidade terá 20 vagas para atender sem-teto. Hospital foi inaugurado em abril mas funcionava com atendimento exclusivo para Covid-19. Hospital Municipal Bela Vista, no Centro de São Paulo
Divulgação/Prefeitura de São Paulo
A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (16) que o Hospital Municipal da Bela Vista, na região Central de São Paulo, vai iniciar o atendimento a pessoas em situação de rua ainda nesta semana. 
O hospital foi inaugurado em abril, mas por conta da pandemia do coronavírus funcionava desde então de portas fechadas exclusivamente para atendimento de pacientes encaminhados com casos de média e alta complexidade da Covid-19. 
Segundo a gestão municipal, a unidade conta com 128 leitos, sendo 50 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 48 de enfermaria, além da ala que será destinada especificamente para o atendimento de moradores de rua.
O andar que deve abrir nesta semana tem 10 quartos com banheiro privativo e dois leitos cada, totalizando 20 vagas voltadas para os moradores de rua. 
“A partir dos próximos dias, parte dos leitos passam a ser referenciados para a população em situação de rua para atender pessoas com questões específicas, em especial questões de complicações respiratórias e de saúde mental. A ideia é que o conhecimento adquirido aqui possa ajudar na capacitação de outras unidades de saúde”, disse o prefeito Bruno Covas. 
De acordo com o último censo realizado pela Prefeitura de São Paulo em 2019, a capital paulista tem mais de 24 mil pessoas em situação de rua. 
Embora ainda não tenha havido nova contagem, entidades que realizam ações voltadas para acolhimento dessas pessoas relatam aumento durante a pandemia. 
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 30 moradores morreram com confirmação da Covid-19 desde o início da pandemia. 
Inauguração
O Hospital Municipal da Bela Vista foi inaugurado em abril deste ano e adaptado durante a pandemia do coronavírus para atender exclusivamente pacientes com a Covid-19.  
Segundo a gestão municipal, a unidade conta com cerca de 600 profissionais de Saúde.
Foram investidos R$ 6,6 milhões nas adequações físicas do prédio e R$ 8,5 milhões de custeio, que inclui móveis, equipamentos e profissionais. A ação contou com o apoio do Ministério da Saúde.
O hospital, localizado no bairro da Consolação, foi instalado em um antigo prédio hospitalar que estava desativado e foi alugado pela Prefeitura.
Ele é administrado pela Organização Social Iabas, que também é responsável pela gestão de outras unidades de saúde na capital.
Em agosto deste ano, o Iabas devolveu R$ 2,4 milhões à Prefeitura de SP após usar verba de contratos da saúde para pagar advogados em processos no Rio de Janeiro. Apesar da devolução do dinheiro, a OS reafirmou à época, que é legal usar os “recursos de rateio” para pagar despesas institucionais, entre eles, serviços jurídicos.
No dia 11 de agosto, a Globonews mostrou que no fim de julho, a Secretaria Municipal da Saúde cobrou explicações da Iabas sobre duas notas ficais que tinham sido emitidas no mês anterior. As notas estavam relacionadas a contratos de gestão na cidade.
Leitores On Line