Ponte entre Brasileia e Bolívia é reaberta após seis meses fechada devido à pandemia


Fronteira entre Epitaciolândia e Bolívia já tinha sido reaberta no último dia 11 de setembro após reunião com prefeitos. Tráfego na ponte Wilson Pinheiro foi liberado apenas para moradores das cidades de Brasileia, Epitaciolândia e Cobija. Ponte entre Brasileia e Bolívia é reaberta após seis meses fechada devido à pandemia
Fernando Oliveira/Arquivo pessoal
A ponte Wilson Pinheiro, que liga a cidade acreana de Brasileia a Cobija, na Bolívia, foi reaberta nessa segunda-feira (21) após quase seis meses fechada devido à pandemia do novo coronavírus. A Ponte da Amizade, que liga a cidade de Epitaciolância à Bolívia já tinha sido reaberta no último dia 11 de setembro.
O tráfego foi liberado apenas para moradores das cidades de Brasileia, Epitaciolândia e Cobija. A passagem estava fechada desde março por conta da pandemia.
Pessoas de outras cidades acreanas e da Bolívia continuam com o tráfego restrito entre os países.
Tráfego na ponte Wilson Pinheiro foi liberado apenas para moradores das cidades de Brasileia, Epitaciolândia e Cobija
Fernando Oliveira/Arquivo pessoal
O governo federal publicou uma portaria que proíbe a entrada de imigrantes e o Brasil fechou as fronteiras terrestres com países da América do Sul.
Para reabrir a fronteira, os prefeitos Tião Flores, de Epitaciolância, prefeita Fernanda Hassem, de Brasileia, e prefeito de Cobija, Luiz Gatty, se baseiam em um parágrafo da portaria que autoriza o tráfego de moradores transfronteiriços entre cidades gêmeas, como é o caso de Brasileia, Epitaciolândia e Cobija.
O horário de circulação entre as três cidades pelas duas pontes vai ser restrito, das 7h às 19h, de segunda a sexta-feira. Aos sábados, domingos e feriados das 7h às 14h.
Sem barreira sanitária
Uma das medidas que ficou decidida após a reunião entre os prefeitos para reabertura da fronteira foi a implantação de barreira sanitária para ter um controle das pessoas que vão transitar no território brasileiro.
Mas, segundo o secretário de saúde de Brasileia, Francisco Borges, na cidade não foi instalada a barreira por falta de segurança para os técnicos da Vigilância.
“Nós vamos lá na ponte, fazemos a abordagem das pessoas e saímos. Ou seja, a equipe não fica só lá, também vai para os pontos do comércio da cidade e faz orientação das pessoas. Não tem segurança para manter a barreira na ponte, é um risco muito grande. Sem segurança não tem condições de fazer barreira fixa”, disse o secretário.
Após reabrir fronteira com a Bolívia, Epitaciolândia instalou barreira sanitária
Arquivo/Prefeitura de Epitaciolândia
Em Epitaciolândia, na Ponte da Amizade, a barreira foi instalada e, segundo o secretário de administração da cidade, José Menezes, apesar da dificuldade com a questão da segurança, a equipe continua no local.
“Estamos com dificuldade porque não tem policiamento, mas estamos com a barreira lá. Você testa uma pessoa que está com a temperatura alta e como vai fazer voltar se não tem polícia? Já puxaram até arma para o pessoal. Temos lá seis técnicos da vigilância por dia. O prefeito já falou com o comandante da polícia aqui, mas ele disse que estava difícil porque não tinha efetivo”, afirmou Menezes.
O comandante geral da Polícia Militar do Acre, coronel Paulo Cesar Gomes, disse que o que ficou acordado com a prefeitura de Epitaciolândia foi que os policiais fariam um patrulhamento periódico na ponte, já que não tem condições de manter dois policiais fixos na barreira o dia todo. Ele afirmou ainda que não foi informado da abertura da ponte em Brasileia.
“Nos primeiros dias, a gente manteve o policiamento na ponte em Epitaciolândia para dar o apoio e depois fizemos um plano, porque não temos condições de ter dois policiais o dia todo junto à barreira. O que a gente programou foi uma ida periódica, ou seja, um patrulhamento periódico”, afirmou o comandante.
Regras
Para entrar no país vizinho, os prefeitos estabeleceram algumas regras:
Duas pessoas por veículo;
Apresentação de documento comprovando residência;
Utilização de máscara;
Higienização das mãos;
Distanciamento social;
Comprovar o motivo da viagem