Polícia apura se grávida foi morta por tiro acidental da filha de 11 anos

Polícia apura se grávida foi morta por tiro acidental da filha de 11 anos

Angelica morreu aos 30 anos com tiro acidental, diz PM -  Divulgação/PM Amapá

Angelica morreu aos 30 anos com tiro acidental, diz PM Imagem: Divulgação/PM Amapá
do UOL

Abinoan Santiago

Colaboração para o UOL, de Ponta Grossa (PR)

28/08/2020 15h10

Um inquérito instaurado hoje pela Polícia Civil do Amapá quer saber a autoria de um disparo supostamente acidental que matou uma grávida de 9 meses e o bebê dela, na zona rural de Macapá. O crime ocorreu ontem e teria sido praticado por uma das filhas da vítima, de 11 anos, segundo inicialmente apurou a Polícia Militar (PM). O marido da gestante fugiu e ainda é procurado.

De acordo com a PM, a vítima — identificada como Angélica de Oliveira — foi alvejada com um tiro pelas costas na região lombar e morreu poucos minutos depois de chegar à Unidade Básica de Saúde (UBS) do distrito de Maruanum. O bebê também não resistiu. A casa da família fica em local afastado, com acesso à sede do distrito somente por embarcação. Um helicóptero do Grupo Tático Aéreo (GTA) se deslocou até às vítimas, mas ambas já estavam sem vida.

O caso é investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DCCM), em Macapá. A filha da vítima foi apontada como autora do disparo e deverá ser ouvida até o fim da tarde de hoje no inquérito. Será o primeiro depoimento a ser tomado na investigação, segundo a delegada Sandra Dantas.

Após as oitivas iniciais, a Polícia Civil decidirá se o caso permanece na DCCM ou será encaminhado à Delegacia de Investigação de Atos Infracionais (DEIAI), responsável por apurar infrações análogas a crimes envolvendo menores de idade. Isso dependerá da autoria.

A arma do crime é um rifle calibre 22, segundo a PM. Ela foi apreendida e entregue à perícia da Polícia Técnico Científica (Politec). O proprietário seria o marido da vítima. Ele chegou a comparecer à UBS para acompanhar a esposa, mas fugiu após receber orientação de parentes e ainda é procurado.

Arma foi apreendida na casa da família. Crédito PM Amapá - Divulgação/PM Amapá - Divulgação/PM Amapá

Imagem: Divulgação/PM Amapá

Inicialmente, o motivo da fuga é apontado pela PM em razão da inexistência do porte e posse da arma apreendida.

Criança acreditou que arma não funcionava, diz polícia

De acordo com o soldado Diogo Santos Pinheiro, que atendeu o caso, somente a criança apontada como autora do disparo estaria no imóvel no momento do crime.

Testemunhas ouvidas na cena do homicídio teriam contado que a garota relatou estar brincando com o rifle por acreditar que não funcionava mais, apertando o gatilho.

“Tudo indica que a criança encontrou a arma próximo à cama e começou a brincar achando que não funcionava. Ela acabou disparando e acertando a vítima, pelas costas. Pelo que soubemos, o dono não tinha porte e nem posse do armamento”, confirmou o militar ao UOL.

A vítima foi sepultada hoje em um cemitério da comunidade rural onde mora.

Duas munições foram encontradas; uma intacta e o outra deflagrada - Divulgação/PM Amapá - Divulgação/PM Amapá

Imagem: Divulgação/PM Amapá
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