Poder do turismo: Foz do Iguaçu reabre principais atrações


Atividade econômica mais importante da cidade sofreu grandes perdas no período da pandemia. Iniciativas do poder público e privado buscam reverter os prejuízos. Cidade em que um em cada quatro habitantes trabalha no turismo, Foz do Iguaçu foi uma das mais atingidas no país pela queda na atividade turística causada pelas medidas de contenção da covid-19. Além disso, dois terços das receitas do Imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISSQN) do município são provenientes do turismo, e a queda na arrecadação foi relevante.
De olho no futuro, os empresários do setor decidiram investir para oferecer mais atrativos aos turistas brasileiros, que, em um primeiro momento pós-pandemia, devem focar nos destinos nacionais, por causa das restrições à entrada em outros países.
Foz do Iguaçu foi um dos primeiros destinos brasileiros a reativar seus atrativos turísticos, depois de muitos estudos até se chegar a um protocolo de segurança sanitário que garantisse tanto a segurança dos funcionários como dos visitantes. Os atrativos reabriram com 30% de sua capacidade e visando atender inicialmente apenas o público local e regional.
O setor aposta em uma boa temporada de turismo nacional para dezembro e a retomada integral, com a força do turismo internacional, somente em 2021.
Antes da pandemia, a cidade de Foz do Iguaçu já se mantinha entre os três destinos mais visitados por turistas internacionais no Brasil. A projeção de Itaipu e dos parceiros do Programa Acelera Foz é de pelo menos igualar os números registrados antes da pandemia. Em 2022, Foz passaria a receber 4 milhões de turistas por ano, praticamente o dobro do que recebia até 2019.
O Programa Acelera Foz é parte de um plano de retomada econômica e tem a coordenação estratégica do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz), Itaipu Binacional, Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Prefeitura de Foz, Sebrae, Programa Oeste em Desenvolvimento, Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (Acifi) e Conselho Municipal de Turismo (Comtur).
Entre as iniciativas do Acelera Foz estão desde a divulgação e fortalecimento da imagem de Foz do Iguaçu até a implementação da inovação e capacitação do setor turístico, passando pela atração de novas empresas e investimentos em tendências na área de tecnologia, como Inteligência Artificial e Cidades Inteligentes. A estratégia é potencializar e gerar competitividade para o setor turístico e empresarial da cidade.
“O novo turista, certamente, terá preferência por um destino com atrativos naturais e mais seguro na área de saúde. Foz tem as Cataratas do Iguaçu e um roteiro completo de atrações, incluindo a maior usina geradora de energia do mundo. A lição de casa para dar resposta ao pós-novo coronavírus veio rápido e a cidade se prepara para a segunda onda de crescimento ordenado, a partir de obras estruturantes e do programa Acelera Foz”, avalia o diretor-geral da Itaipu Binacional, general Joaquim Silva e Luna.
Máscara virou acessório indispensável na visita às Cataratas.
Nilton Rolin
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