Petróleo tem forte queda com preocupações sobre recuperação da demanda

Corte de preços da Arábia Saudita, redução de importações pela China e avanço da Covid-19 estão no radar dos investidores. O petróleo opera em queda acentuada nesta terça-feira (8), diante de temores sobre o enfraquecimento da recuperação da demanda.
Não há um catalisador único responsável pelo movimento, mas um novo corte de preços da Arábia Saudita para países asiáticos acendeu o alerta, além de uma diminuição das importações de petróleo na China, segundo os dados mais recentes. Também preocupa o aumento das infecções por Covid-19 em 22 estados americanos, na Índia e no Reino Unido.
Assim, por volta de 10h25, os preços dos contratos para novembro do Brent, a referência global, caíam 4,14%, a US$ 40,27 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os contratos para novembro do WTI, a referência americana, recuavam 6,31%, a US$ 37,26 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), após o feriado do Dia do Trabalho nos EUA.
“Setembro está se transformando em um mês de correção. As ações de tecnologia estão caindo, o dólar está voltando e o rali do petróleo ficou sem combustível”, afirmou em nota a clientes o analista da Oanda, Craig Erlam.
“Houve uma série de catalisadores relatados, o mais recente sendo a Arábia Saudita vendendo com desconto, mas a realidade é que estamos vendo perdas em massa. A perda de suporte cimenta ainda mais a correção que já estava em andamento e acelerou o movimento”., complementou.
Mais cedo, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou que os seus Indicadores Compostos avançados (CLIs, na sigla em inglês) apontam para uma desaceleração no ritmo de recuperação da economia global, com poucas exceções como China e Brasil.

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